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Drones de Hezbollah de 300 dólares desafiam forças israelenses

Drones FPV de Hezbollah, custando cerca de $300, com cabo de fibra ótica, superam defesas israelenses e elevam custos da ocupação no sul do Líbano

Screengrab from a video released by Hezbollah that claims to show the moment before an FPV drone attacks an Israeli bulldozer in Bint Jbeil, Lebanon.
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  • Drones FPV conectados por cabo de fibra óptica, baratos e difíceis de jam, têm sido usados por Hezbollah contra o Exército de Israel no sul do Líbano; um drone explodiu ao lado de soldados, matando um e ferindo seis.
  • Cada drone custa cerca de $300-$400 e é produzido com impressão 3D e componentes comerciais de uso civil e militar.
  • Os drones podem alcançar dezenas de quilômetros, atingem tanques Merkava, maquinários de terraplenagem e soldados, desafiando defesas modernas.
  • Israel está desenvolvendo capacidades de detecção e interceptação e busca modelos de alerta mais eficazes para counterar a nova ameaça.
  • A ampliação do uso dos FPV drones reflete mudança na estratégia de Hezbollah, com fabricação local de armas após interrupção de rotas de fornecimento via Síria, e tem levado a reavaliação da zona de segurança no sul do Líbano.

Dois a três parágrafos de texto:

Hezbollah tem usado drones FPV alimentados por fibra óptica para atacar alvos militares israelenses em território do sul do Líbano, conforme vídeos divulgados pela milícia. Em um dos incidentes, soldados israelenses próximos a um tanque ouviram o ruído do drone antes de vê-lo; o vídeo ficou preto e o dispositivo explodiu ao lado dos soldados, matando um e ferindo seis. As imagens são usadas pela milícia como parte de uma guerrilha contra a presença israelense na região.

Os aparelhos são de baixo custo, descartáveis e difíceis de evitar. Diferem de drones controlados por rádio porque se conectam aos operadores por um cabo de fibra óptica com várias centenas de metros de extensão, algo que as defesas eletrônicas não conseguem jam. Os drones FPV permitem que o operador pilote a aeronave explosiva diretamente pela transmissão de vídeo e acione a detonação no impacto.

Segundo a milícia, essa estratégia busca infligir danos com baixo custo e interromper a capacidade de resposta israelense. O uso crescente desde o cessar-fogo de 17 de abril reflete mudanças na forma de atuação do grupo, que precisou reduzir a dependência de suprimentos vindos do Irã via Síria e tem avançado com produção local de armas.

Tecnologia e custos

Cada drone é estimado em custar entre US$ 300 e US$ 400, sendo produzido com impressão 3D e componentes eletrônicos comerciais adaptados para uso dual civil-militar. A potência de alcance de dezenas de quilômetros força Israel a reavaliar a profundidade de sua zona de proteção no sul do Líbano, antes prevista em pelo menos 11 km, conforme avaliações anteriores.

A defesa de Israel, inclusive o sistema Iron Dome, tem mostrado limitações diante desses dispositivos, que não dependem de meios de radar tradicionais. Imagens divulgadas nos últimos meses indicam que as tropas recorrem a armas de serviço para tentar derrubar os drones, aumentando a necessidade de novas estratégias de detecção e interceptação.

Implicações estratégicas

Especialistas defendem que os FPV drones refletem uma reconfiguração do conflito e o retorno de Hezbollah a táticas de guerrilha. A milícia enfatiza o custo elevado que as operações de ocupação impõem a Israel, mesmo com tecnologia avançada. Analistas ressaltam que o episódio evidencia desafios globais na adaptação de forças convencionais a guerras de baixo custo e alto impacto.

Segundo fontes ligadas ao Hezbollah, a fabricação local de armamentos surge como resposta a constrangimentos logísticos após a quebra das rotas de suprimentos sírias. O grupo também ampliou a utilização de vídeos como ferramenta de propaganda, destacando ataques a alvos israelenses para ampliar o impacto psicológico na região.

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