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Empresas indiciadas pelo colapso fatal da ponte de Baltimore em 2024

Grande júri indiciou a Synergy Marine Group e empresas associadas, e um funcionário, por conspiração para defraudar o governo e negligência que resultou em mortes na ponte Francis Scott Key

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  • Um grande júri indiciou as empresas que operavam o navio que colidiu com a ponte Francis Scott Key, em Baltimore, em 2024, causando a queda da estrutura ao rio Patapsco e a morte de seis trabalhadores.
  • As empresas Synergy Marine Group e suas unidades, além do funcionário Radhakrishnan Karthik Nair, aparecem como réus na denúncia, aberta no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Maryland em 12 de maio.
  • As acusações incluem conspiração para fraudar o governo dos Estados Unidos, não reportar condição perigosa, obstrução e auxílio e incentivos à conduta ou negligência de oficiais do navio que resultou em morte.
  • O cargueiro Dali foi responsável pela colisão, atingindo um píer que sustinha o vão central da ponte, levando-a ao colapso no início da manhã de 26 de março de 2024.
  • Maryland anunciou, no mês passado, acordo para encerrar o caso com a Synergy e Grace Ocean Private Limited, operadoras e proprietárias do navio, por valor não divulgado.

O grande júri indiciou as empresas que dirigiam o navio cargueiro envolvido no colapso do Francis Scott Key Bridge, em Baltimore, em 2024. O navio Dali colidiu com um píer que sustenta o vão central da ponte, fazendo-a ceder para o Rio Patapsco e interrompendo o tráfico na principal via de exportação do porto. Seis trabalhadores da construção morreram.

Entre os acusados, figuram a Synergy Marine Group e suas entidades ligadas, além do empregado Radhakrisan Karthik Nair. O indiciamento foi divulgado no Tribunal Distrital dos EUA em Maryland em 12 de maio. As acusações abrangem conspiração para fraudar o governo, falha em reportar condição perigosa, obstrução e auxílio e incentivo a conduta negligente de oficiais de navio que resultou em morte, entre outras.

Nair responde a quatro acusações que se repetem em parte com as da empresa; as acusações são de natureza abrangente e envolvem falhas operacionais que teriam contribuído para o acidente. A defesa ainda não teve reagendamento público, e a plataforma de comunicação não confirmou comentários formais da Synergy Marine Group.

O acidente ocorreu na madrugada de 26 de março de 2024, quando o navio Dali atingiu um píer que sustenta o vão central da ponte. A colisão fez com que a estrutura caísse no Rio, interrompendo o tráfego e impactando de forma significativa o movimento portuário de Baltimore.

Na semana passada, Maryland informou ter chegado a um acordo para resolver a disputa com a Synergy e Grace Ocean Private Limited, proprietária e operadora do navio. O valor do acordo não foi divulgado; a conclusão depende de aprovação regulatória.

Acusação e desdobramentos legais

As autoridades ressaltam que o caso envolve falhas operacionais graves e possível conluio para fraudar o governo. O indiciamento aprofunda a investigação sobre responsabilidades legais da operação do navio e das empresas envolvidas. A defesa deverá apresentar argumentos formais nos próximos passos processuais.

Situação no porto e impactos

O colapso da ponte interrompeu uma importante rota de tráfego marítimo e exigiu revisão de segurança em instalações portuárias. Autoridades iniciaram apurações para entender falhas de supervisão e procedimentos. Não houve informações adicionais sobre causas técnicas do acidente.

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