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EUA vão conversar com Cuba, diz Trump

Trump sinaliza abertura para negociação com Cuba enquanto sanções permanecem; Cuba vê medidas como agressão econômica.

Na imagem, o presidente Donald Trump durante discurso
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  • Trump afirmou, em publicação no Truth Social, que os Estados Unidos estão preparados para iniciar diálogo com Cuba e chamou a ilha de “país falido” que estaria “pedindo ajuda”.
  • O presidente disse estar aberto a negociações, apesar de afirmar que ninguém do seu partido o procurou sobre o tema, e escreveu que vai para a China.
  • O governo dos Estados Unidos intensificou sanções contra Cuba, atingindo setores de energia, mineração, segurança e defesa, incluindo a empresa Gaesa, controlada pelos militares cubanos.
  • O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, defendeu as sanções, dizendo que elas não visam o povo cubano, e sim uma empresa que estaria “roubando” para beneficiar poucos.
  • Cuba rejeitou as declarações, com o presidente Miguel Díaz-Canel afirmando que responderá a qualquer tentativa de agressão e criticando as sanções como ato de agressão econômica; o Ministério das Relações Exteriores chamou as medidas de agressão econômica implacável e reiterou o embargo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que o governo norte-americano está pronto para iniciar diálogo com Cuba. A declaração veio em uma publicação no Truth Social, na qual Trump descreveu Cuba como uma nação em falência que estaria buscando ajuda internacional.

Segundo o próprio presidente, não houve abordagem de membros do seu partido sobre o tema, mas ele se mostrou aberto a negociações. Ainda no post, Trump indicou que a conversa ocorreria enquanto enfatizava estar em rota para a China.

A sinalização ocorre em meio ao endurecimento da política externa dos EUA contra Havana. O governo americano intensificou sanções a entidades cubanas ligadas aos setores de energia, mineração, segurança e defesa, incluindo a empresa estatal Gaesa.

O secretário de Estado, Marco Rubio, defendeu as sanções, afirmando que as medidas não têm como alvo o povo cubano, mas uma empresa que, na visão dele, desvia recursos para beneficiar poucos.

CUBA reagiu com firmeza às declarações de Trump. O governo de Miguel Díaz-Canel disse que responderá a qualquer tentativa de agressão e classificou as ações israelistas de Washington como perigosas, mantendo o discurso de repúdio ao embargo econômico.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba chamou as sanções de ato de agressão econômica implacável e reiterou a oposição ao embargo histórico imposto pelos EUA desde a década de 1960.

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