- Em 2026, cinco emissoras públicas—Espanha, Irlanda, Eslovênia, Holanda e Islândia—confirmaram boicote à participação israelense no Eurovision, reduzindo também o número de competidores.
- Espanha, Irlanda e Eslovênia ainda planejam não transmitir o festival para seus telespectadores. A final está marcada para sábado, dia 16 de maio.
- O festival é organizado pela União Europeia de Radiodifusão (EBU) e envolve emissoras públicas; Israel participa desde 1973 e já ganhou quatro vezes.
- Programação alternativa será exibida por algumas redes: RTVE divulgará um especial, enquanto Irlanda, Eslovênia, Holanda e Islândia manterão transmissão sem representantes; Islândia já havia sinalizado saída para 2026.
- Com menos países participantes e pressões políticas, o Eurovision volta a enfrentar debates sobre neutralidade cultural e uso político do evento; apenas trinta e cinco países disputam o título este ano.
O Eurovision 2026 abriu sob forte pressão política, com boicotes anunciados por cinco emissoras públicas. Espanha, Irlanda, Eslovênia, Holanda e Islândia não participarão da competição, em protesto contra a presença de Israel no festival. A final está marcada para o próximo sábado, 16 de maio, em lugar ainda definido.
Com a decisão, a edição perde músicos representantes de cinco países, somando um recuo histórico em duas décadas. O evento é organizado pela União Europeia de Radiodifusão (EBU) e costuma ter sede no país vencedor do ano anterior. Em 2026, apenas 35 países disputam o título, menor números desde a ampliação de 2004.
Boicotes e programação alternativa
Em vez de abrirem espaço para apresentação, as emissoras preparam conteúdo divergente:
- RTVE, da Espanha, exibirá um especial musical próprio intitulado The House of Music.
- RTÉ, da Irlanda, transmite uma edição da série The End of the World with Beanz na semifinal, e Father Ted na final.
- RTV Slovenija planeja uma programação temática Vozes da Palestina.
- Holanda e Islândia manterão a transmissão da competição sem participação de representantes.
A Islândia já havia sinalizado a ausência em 2026, reiterando posição de boicote.
Contexto, participação e regras
O festival é visto como evento cultural neutro, ainda que sofra pressões associadas ao conflito na Faixa de Gaza. Em 2025, houve controvérsia envolvendo suposto uso de votação para favorecer Israel. A organização afirma que o processo de votação mantém regras para evitar abusos, com redução no número de votos por pessoa.
Martin Green, diretor do programa, informou que trabalha para trazer de volta as televisões ausentes. Ele enfatizou que as portas continuam abertas para o diálogo e que caberá aos países decidirem se retornam. Green também citou ajustes nas regras de voto para este ano.
Observadores e desdobramentos
A Anistia Internacional criticou a escolha de manter Israel como participante, chamando a atenção para o contexto da guerra na Faixa de Gaza. Em resposta, a emissora KAN afirmou seguir as regras da EBU e negar acusações de violação de normas de divulgação. A organização internacional acompanha o desenrolar da imprensa e do politizamento do evento.
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