- Rom Braslavski, israelense que ficou refém do Hamas por setecentos e trinta e oito dias em Gaza, pediu a renúncia do governo de Benjamin Netanyahu e dos parlamentares.
- Em coletiva em frente ao Knesset, ele relatou fome, tortura e abusos físicos e sexuais, além de longos períodos de isolamento.
- O episódio deixou cerca de mil e duzentas pessoas mortas e duzentas e cinquenta e uma sequestradas no ataque de sete de outubro de dois mil e vinte e três.
- Braslavski integrou o Conselho de Outubro, grupo de ex-reféns, e exigiu uma comissão independente de inquérito para apurar falhas que levaram ao ataque.
- O país se prepara para as primeiras eleições nacionais desde o início da guerra em Gaza, com críticas à atuação de Netanyahu para acelerar o retorno dos reféns.
Rom Braslavski, ex-refém do Hamas, pediu a renúncia do governo de Benjamin Netanyahu e de parlamentares, apontando falhas que teriam contribuído para os ataques de 7 de outubro de 2023. A conclusão veio durante coletiva realizada em frente ao Knesset, em Tel Aviv.
Braslavski relatou ter passado fome, tortura, abusos físicos e sexuais durante os 738 dias em cativeiro em Gaza, além de isolamento prolongado. Ele afirmou que a responsabilidade é dos líderes governamentais e dos membros do Parlamento.
Acompanhado pelo Conselho de Outubro, grupo de ex-reféns e familiares, ele descreveu o ataque e as semanas seguintes, criticando a demora na libertação de vítimas. Também chamou os governantes de covardes, por não apresentarem desculpas ou explicarem as falhas de prevenção.
Comissão de investigação
O ex-refém solicitou a abertura de uma comissão independente para investigar erros que contribuíram para a invasão. O evento ocorre em meio a preparativos para as primeiras eleições nacionais desde o início da war Gaza, previstas para outubro.
Braslavski questionou por que foi sequestrado e acusou a ausência de medidas eficazes por parte do governo. Ele afirmou que o episódio permanece como uma ferida aberta para ele e para outras famílias afetadas.
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