- Um atentado no noroeste do Paquistão, com um homem-bomba ao volante de um triciclo carregado de explosivos, deixou ao menos nove mortos e 34 feridos na terça-feira (12).
- O ataque ocorreu poucos dias depois de outro ataque com carro-bomba contra um posto de polícia em Bannu, seguido de tiroteio que matou 15 policiais.
- Segundo a polícia, o suposto homem-bomba se aproximou de dois agentes em um posto de controle antes de se explodir.
- O Paquistão convocou o principal diplomata afegão em missão no país e afirmou que o ataque foi “orquestrado por terroristas que residem no Afeganistão”.
- Um relatório da ONU indica que, no período de janeiro a março de 2026, houve 372 civis afegãos mortos e 397 feridos no Afeganistão, com números que podem ser maiores devido a dificuldades de verificação.
Um atentado com um homem-bomba ao volante de um triciclo carregado de explosivos deixou ao menos nove mortos e 34 feridos no noroeste do Paquistão, nesta terça-feira (12). O ataque ocorreu em uma região próxima à fronteira com o Afeganistão, em meio a uma escalada de violência entre Islamabad e Cabul.
Segundo a polícia, o suspeito dirigia o triciclo e se aproximou de dois agentes de uma posição de controle, antes de detonar a explosão. A Brigada de Polícia Rodoviária local investiga as circunstâncias do ataque. O episódio ocorre poucos dias após um atentado suicida com carro-bomba em Bannu, também na região.
Contexto e desdobramentos
O Paquistão convocou o principal diplomata afegão em missão no país, após o ataque de Bannu, afirmando que o ataque foi orquestrado por terroristas que residem no Afeganistão. A região de Khyber Pakhtunkhwa é repetidamente alvo de violência cometida por grupos insurgentes que atuam contra o governo paquistanês.
A tensão entre Paquistão e Afeganistão se intensificou desde 2021, com retorno dos talibãs ao poder. Confrontos entre os dois países aumentaram em fevereiro, com bombardeios paquistaneses em território afegão. Relatórios internacionais apontam alto número de vitimas civis desde o início de janeiro.
Impacto humanitário
Um relatório conjunto das Nações Unidas, a UNAMA, aponta 372 civis afegãos mortos e 397 feridos no período de 1º de janeiro a 31 de março de 2026. No Paquistão, o governo paquistanês registra 130 civis e membros de forças de segurança mortos desde janeiro. Voluntários e serviços médicos continuam a registrar danos humanos significativos.
O documento recomenda que as partes envolvidas protejam unidades de saúde, investiguem violações do direito humanitário e criem registros confiáveis de desaparecidos. O governo afegão nega responsabilização de ataques contra hospitais, enquanto a ONU enfatiza a necessidade de dados precisos.
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