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Festival de Cannes 2026 abre mercado global do audiovisual

Festival de Cannes abre o mercado global do audiovisual, fortalecendo coproduções brasileiras e a relação com o Oscar na edição de 2026

© Reuters/Mickael Chavet/Proibida reprodução
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  • A 79ª edição do Festival de Cannes teve início na Riviera Francesa, reunindo estrelas, produtores, distribuidores, plataformas e representantes da indústria audiovisual internacional.
  • A cerimônia de abertura exibiu o longa francês The Electric Kiss (La Vénus Électrique), de Pierre Salvadori, com a passagem de celebridades no tapete vermelho e o cineasta Park Chan-wook à frente do júri.
  • O Marché du Film, maior mercado internacional de cinema, acontece junto com a competição pela Palma de Ouro, fortalecendo a movimentação de negócios e coproduções.
  • O Brasil mantém presença expressiva por meio de coproduções, mostras e ações estratégicas no Marché du Film, com destaque para Paper Tiger, de James Gray, e Elefantes na Névoa, coprodução com Brasil.
  • O festival reforça a ligação com Hollywood, ampliada pelas mudanças na Academia que incorporam vencedores da Palma de Ouro à corrida ao Oscar de Melhor Filme Internacional; em 2025 o Brasil foi homenageado como País de Honra no Marché du Film.

A 79ª edição do Festival de Cannes abriu oficialmente na terça-feira, 12, na Riviera Francesa, reunindo estrelas, produtores, plataformas e investidores do audiovisual. A cerimônia de abertura exibiu o filme The Electric Kiss, de Pierre Salvadori, seguido pelo tradicional desfile no tapete vermelho com Demi Moore, Jane Fonda e Heidi Klum. O júri é presidido pelo cineasta Park Chan-wook.

Ao longo dos próximos dias, Cannes voltará a ser o centro do cinema mundial, com a disputa da Palma de Ouro e a movimentação do Marché du Film, considerado o maior mercado internacional do audiovisual. O festival reforça a ligação com a temporada de premiações de Hollywood, especialmente após mudanças nas regras da Academia.

Apesar de o Brasil não ter um longa nacional na competição principal, o país aparece robusto no festival por meio de coproduções, mostras paralelas e ações estratégicas no mercado. A participação envolve produções, coproduções e presença institucional no Marché du Film.

Participação brasileira

O produtor Rodrigo Teixeira, da RT Features, integra Paper Tiger, de James Gray, com elenco que inclui Scarlett Johansson, Adam Driver e Miles Teller. Na mostra Un Certain Regard, entra Elefantes na Névoa, coprodução Brasil-Nepal, em parceria com a Bubbles Project.

Outras frentes brasileiras aparecem em curtas e laterais: Laser-Gato, de Lucas Acher, na La Cinef; Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, coprodução com Desvia, na Semana da Crítica; e La Perra, coprodução Chile-Brasil, com Selton Mello no elenco, na Quinzena dos Realizadores.

No Marché du Film, a Spcine intensifica a agenda de encontros para coprodução, financiamento e negócios internacionais. A RioFilme participa com o Estande Rio, promovendo experiências imersivas para o Rio de Janeiro como destino audiovisual.

Ações e programação

O estande inclui a experiência As Maravilhas do Rio, com vídeo em IMAX 17K em parceria com The Explorers, destacando a cidade para distribuidores e agentes. A RioFilme também participa de painéis sobre turismo de tela, coprodução e políticas públicas.

A programação brasileira inclui o Rio Goes to Cannes, com foco em filmes em pós-produção. Entre os projetos em destaque está Carolina – Quarto de Despejo, de Jeferson De, com Maria Gal, baseado na vida da escritora Carolina Maria de Jesus, exibido para distribuidores internacionais.

Panorama e contexto

Em 2025, o Brasil foi homenageado como País de Honra do Marché du Film, com a maior delegação já registrada e o reconhecimento ao filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, ganhando Melhor Direção e Melhor Ator para Wagner Moura. A edição de 2026 segue ampliando visibilidade e oportunidades para coproduções.

A participação feminina brasileira ganha peso com ações do movimento +Mulheres, em parceria com ONU Mulheres Brasil e Abrasia, com painéis sobre liderança, IA e coprodução internacional, fortalecendo a presença do país no mercado.

Seleção oficial – Cannes 2026

Competição: Paper Tiger; Minotaur; The Beloved; The Man I Love; Fatherland; Moulin; Histoire de la Nuit; Fjord; Notre Salut; Gentle Monster; Nagi Notes; Hope; Sheep in the Box; Garance; The Unknown; All of a Sudden; The Dreamed Adventure; Coward; La Bola Negra; A Woman’s Life; Parallel Tales; Amarga Navidad.

Un Certain Regard: La más Dulce; Club Kid; Everytime; I’ll Be Gone in June; Yesterday the Eye Didn’t Sleep; The Meltdown; Elefantes na Névoa (coprodução brasileira); Iron Boy; Ben’imana; Congo Boy; Ula; Siempre Soy Tu Animal Materno; Words of Love; All The Lovers in the Night.

Fora da Competição: Her Private Hell; Diamond; Karma; Objet du Deli; De Gaulle: L’Age de Fer.

Exibições Especiais: John Lennon: The Last Interview; Avedon; Les Survivants du Che; Les Matins Merveilleux.

Cannes Premiere: Propeller One-Way Night Coach; Kokurojo: The Samurai and the Prisoner.

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