- O Pentágono foi questionado sobre o uso de golfinhos suicidas pelo Irã, mas autoridades não confirmaram nem desmentiram esse tipo de arma e afirmaram que os EUA não possuem golfinhos desse tipo.
- A reportagem do The Wall Street Journal mencionou que o Irã busca superar o bloqueio naval no estreito de Ormuz com armas ainda não usadas, incluindo golfinhos equipados com minas.
- A imprensa britânica BBC havia noticiado, 26 anos atrás, que o Irã comprou golfinhos treinados da extinta marinha soviética, para uso potencial no Golfo Pérsico.
- O veterano treinador Boris Zhurid afirmou ter vendido os animais ao Irã, com relatos de transporte de golfinhos e outros mamíferos de Sebastopol para o Golfo Pérsico e de treinamento para ataques.
- Programas de mamíferos marinhos para uso militar existem há décadas, com os EUA e a Rússia entre os mais antigos; o contexto histórico é citado para contextualizar as especulações sobre o Irã.
A imprensa norte-americana levantou a possibilidade de que o Irã utilize animais adestrados para atacar navios de guerra dos EUA, visando contornar o bloqueio naval imposto a Teerã. A discussão emergiu após perguntas durante uma coletiva no Pentágono, em 5 de maio.
Durante a coletiva, um repórter do Daily Wire questionou se o Irã estaria empregando golfinhos kamikazes. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, respondeu que não poderia confirmar nem negar a existência de golfinhos dos EUA, mas afirmou que não há golfinhos sob controle norte-americanos. O chefe do Estado-Maior, General Dan Kaine, comparou a ideia a histórias de tubarões com lasers.
A imprensa citou reportagem do Wall Street Journal, que. apontou dificuldades do Irã em romper o bloqueio pelo estreito de Ormuz. Segundo a matéria, autoridades iranianas teriam considerado armas inéditas, incluindo golfinhos com minas, para alcançar alvos na região. A Guarda Revolucionária também teria cogitado interrupções no cabo de fibra óptica do estreito, afetando o tráfego de dados global.
História de uso militar de golfinhos não é nova. A BBC, há mais de duas décadas, mencionou que o Irã teria comprado golfinhos treinados na Ucrânia, treinados pela antiga marinha soviética. Na época, não havia confirmação sobre funções exatas no Golfo Pérsico. Especialistas russos teriam treinado mamíferos para reconhecer navios inimigos pelo som das hélices.
Segundo relatos, o responsável pelo treinamento no período foi Boris Zhurid, que atuava tanto no contexto militar quanto civil. Ele disse ter vendido animais ao Irã por dificuldades de financiamento, citando custos de alimentação e suprimentos. Registros da época mencionaram que 27 animais teriam sido transferidos de Sebastopol para o Golfo Pérsico, incluindo golfinhos, focas, leões-marinhos e uma beluga.
Zhurid afirmou que treinou golfinhos para atividades hostis possíveis, como ataques com arpões ou arrastos de mergulhadores à superfície. A história apontou que esses animais poderiam também carregar minas para danificar navios. Informações da imprensa estatal russa o descreviam como envolvido em um projeto de uso militar de mamíferos marinhos.
Além de Rússia e Estados Unidos, outros relatos indicam que programas de treinamento de mamíferos marinhos para fins militares existiriam em alguns países, embora com menor dimensão. Observa-se que, após a invasão da Ucrânia, a Rússia ter-ia aumentado o uso de golfinhos no porto de Sebastopol para defender a frota no mar Negro.
Relatos históricos mencionam ainda que Akbar Hashemi Rafsanjani, ex-presidente do Irã, descreveu visitas a instalações onde estavam animais trazidos da antiga União Soviética. Em suas memórias, ele relatou que houve treinamento para atividades ligadas a minas, embora tenha negado o uso militar dos mamíferos.
Rafsanjani afirmou que alguns animais poderiam viver por décadas, com dietas baseadas em peixes e frutos do mar, e que muitos viviam em aquários de clima frio. O livro citado registra que eles podiam permanecer submersos por períodos extensos, variando conforme a espécie, e que instrumentos de música pareciam influenciar o comportamento de forma diferente.
Nenhuma autoridade confirmou a existência de golfinhos suicidas em operações ativas do Irã ou de outros países no momento atual. O tema permanece cercado de especulação, com foco na história de programas de treinamento de mamíferos marinhos para atividades militares ao longo das décadas.
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