- A União Europeia proibirá a importação de produtos de origem animal do Brasil a partir de setembro, segundo a lista de países autorizados.
- O governo brasileiro disse ter recebido a notícia com surpresa e promete tomar medidas para reverter a decisão.
- O chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia tem reunião marcada para amanhã com autoridades sanitárias da UE para buscar explicações.
- O Brasil é citado como maior exportador mundial de proteínas de origem animal e principal fornecedor de produtos agrícolas à Europa, buscando retornar à lista de países autorizados.
- Argentina, Colômbia e México foram incluídos na lista, enquanto o Brasil ficou de fora por garantias sanitárias consideradas insuficientes pela UE.
O governo brasileiro informou que pretende contestar a decisão da União Europeia de barrar a importação de produtos de origem animal do Brasil a partir de setembro. A reação veio por meio de uma nota do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A pasta afirmou ter recebido a notícia com surpresa.
Segundo o MDIC, o chefe da Delegação do Brasil junto à UE já agendou uma reunião para amanhã (dia 13) com autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações sobre a decisão. O objetivo é reverter a medida e manter o fluxo de vendas para o mercado europeu.
O governo reforçou que o Brasil exporta proteínas de origem animal para a UE há 40 anos e pretende manter esse relacionamento comercial. A nota destaca ainda o sistema sanitário brasileiro como robusto e reconhecido internacionalmente.
Motivos da decisão e próximos passos
A UE publicou, pela manhã, uma lista de países autorizados a continuar exportando produtos de origem animal. O Brasil não foi incluído, por não apresentar garantias suficientes contra o uso de antimicrobianos na criação de animais.
Entre os países listados como conformes estão Argentina, Colômbia e México. A lista foi elaborada para atender às novas regras sanitárias europeias que entram em vigor em setembro de 2026.
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