- O porta-voz do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, afirmou que o Irã pode considerar enriquecer urânio a 90% de pureza caso os EUA ataquem novamente.
- A declaração foi feita nesta terça-feira, 12, e indica uma opção que permitiria a construção de uma ogiva nuclear, conforme ele informou ao postar no X.
- O comentário ocorre após Donald Trump afirmar, na segunda-feira, que o cessar-fogo no Oriente Médio estaria em estado crítico e que avalia reiniciar a operação para escoltar navios no Estreito de Ormuz.
- O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que as Forças Armadas iranianas estão prontas para “dar uma lição” a qualquer agressão, caso haja ataques.
- O Irã havia classificado o plano de cessar-fogo como legítimo e generoso. (informações da AFP)
O Irã avalia ampliar o enriquecimento de urânio para 90% de pureza caso os EUA voltem a atacar, disse nesta terça-feira, 12, o porta-voz do Parlamento, Ebrahim Rezaei. A declaração foi publicada no X e indica que a medida seria discutida no Parlamento.
A fala ocorre após Donald Trump afirmar que o cessar-fogo no Oriente Médio está em estado crítico, e após sugerir a retomada de operações para escoltar navios no Estreito de Ormuz. O presidente americano também descartou a contraproposta de paz de Teerã.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que as Forças Armadas estão prontas para infligir uma lição a qualquer agressão, em resposta ao que chamou de deterioração da trégua. Ele mencionou surpresa diante de um eventual ataque.
Anteriormente, o Irã classificou o plano de cessar-fogo como legítimo e generoso, segundo informações da AFP. O governo iraniano não indicou mudanças oficiais no acordo, mas mantém postura rígida diante de novas ações estrangeiras.
Contexto internacional
- As informações repercutem em meio a tensões entre Irã e EUA, com desdobramentos sobre política de defesa, enriquecimento e estratégias de contenção no Golfo.
- Observadores destacam que qualquer nova medida do Irã pode aumentar a volatilidade regional e afetar acordos diplomáticos em curso.
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