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Irã amplia zona de Ormuz e ameaça enriquecer urânio em caso de ataque

Irã amplia definição do estreito de Ormuz para área operacional ampla e diz que pode enriquecer urânio a noventa por cento se for atacado

Embarcações no Estreito de Hormuz, em Musandam, Omã 8 de maio de 2026 REUTERS/Stringer
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  • O Irã expandiu a definição do estreito de Ormuz para uma vasta área operacional, indo de Jask, no leste, até a Ilha Siri, no oeste.
  • A mudança amplia significativamente o alcance estratégico do estreito, descrito pela imprensa iraniana como um “crescentes completo”.
  • É a segunda expansão desde o início do conflito com os EUA e Israel, acompanhada de relatos sobre uma zona de controle ao longo do Golfo de Omã.
  • Parlamentares iranianos afirmam que o Irã poderia enriquecer urânio a até noventa por cento de pureza se for atacado novamente; o tema é alvo de debate no Parlamento.
  • Em meio a negociações entre EUA e Irã, Washington exige retirada do urânio altamente enriquecido e renúncia ao enriquecimento doméstico; situação envolve cerca de quatrocentos quilogramas de urânio a sessenta por cento ainda sem destino definido.

O Irã informou que ampliou a definição do estreito de Ormuz para uma área operacional mais ampla, indo além das ilhas ao redor do Golfo. A oficial da Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) detalhou que o estreito passa a abranger uma zona extensa entre Jask, no leste, e a Ilha Siri, no oeste. A justificativa é estratégica e envolve a segurança regional.

Segundo a agência estatal Fars, a nova definição transforma o estreito em uma área de atuação mais ampla para fins militares. A explicação afirma que a visão anterior era de uma faixa limitada, envolvendo ilhas como Ormuz e Hengam, mas a leitura atual amplia esse conceito.

A declaração foi dada por Mohammad Akbarzadeh, vice-diretor político da Marinha do IRGC, durante entrevista à Fars nesta terça-feira. Não houve resposta imediata de autoridades iranianas a pedidos de comentário da Reuters.

Expansão da definição do estreito

A nova configuração envolve uma área que vai da cidade de Jask, no leste, até a Ilha Siri, no oeste, segundo a comunicação do IRGC. A autoridade descreveu o estreito ampliado como uma “zona estratégica” e uma “vasta área operacional”, com o objetivo de sustentar operações militares na região do Golfo de Omã.

A expansão é a segunda anunciada pelo Irã desde o início do conflito com os EUA e Israel. Em 4 de maio, a Marinha do IRGC já havia divulgado um mapa com uma zona de controle que abrange parte do litoral do Golfo de Omã, envolvendo Emirados Árabes Unidos, Irã e seus arredores.

A Fars e a Tasnim indicaram que a largura do estreito teria aumentado significativamente, de uma faixa estimada entre 32 e 48 km para entre 322 e 483 km. As informações descrevem a área ampliada como um “cresce(n)te completo”.

Enriquecimento de urânio

Parlamentares próximos à Comissão de Segurança Nacional do Irã indicaram que o país pode enriquecer urânio a até 90% de pureza se for alvo de novo ataque. A nota foi publicada no X pelo porta-voz Ebrahim Rezaei, citado pela imprensa oficial.

O cenário diplomático é marcado pela tensão entre EUA e Irã, com tentativas de cessar o fogo e de avançar negociações sobre o programa nuclear. Em declarações de semanas anteriores, autoridades americanas relataram que o estoque de urânio altamente enriquecido representa um ponto sensível nas tratativas.

Relatórios de inteligência dos EUA apontam que o programa nuclear iraniano tende a continuar, a menos que haja remoção ou destruição do HEU. Países envolvidos buscam condições para reduzir a escalada do conflito, mantendo o foco no tema nuclear.

O roteiro das negociações entre EUA e Irã tem acompanhado, ainda, discussões sobre o enriquecimento doméstico e a necessidade de transferir o urânio enriquecido para fora do Irã. Observadores destacam que o tema permanece central para o desfecho diplomático.

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