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Israel cria tribunal com pena de morte para envolvidos no ataque do Hamas

Israel cria tribunal com poder de condenar à morte palestinos envolvidos no ataque de outubro de 2023; críticas apontam falta de garantias legais e direito a recurso

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fala durante uma cerimônia em comemoração ao Dia da Lembrança de Israel para os soldados caídos, ou Yom HaZikaron, no Cemitério Militar no Monte Herzl, em Jerusalém - 21/04/2026 (Foto: Poos via REUTERS/Ilia Yefimovich)
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  • Parlamentares israelenses aprovam lei que cria tribunal especial com poder de condenar à morte palestinos envolvidos no ataque de outubro de 2023, que abriu a guerra na Faixa de Gaza.
  • A votação foi de 93 votos a 0; 27 parlamentares estiveram ausentes ou se abstiveram.
  • O ataque de 2023 resultou em mais de 1,2 mil mortes, sendo o mais mortal da história de Israel.
  • Grupos de direitos humanos criticam a medida, dizendo que reduz garantias de devido processo, pois recursos caberiam apenas a um tribunal de apelações especial.
  • Fonte: Associated Press.

Parlamentares israelenses aprovaram na segunda-feira 11 um projeto de lei que cria um tribunal especial com poder de condenar à morte palestinos que teriam participado do ataque liderado pelo Hamas em outubro de 2023. A ofensiva desencadeou a atual guerra na Faixa de Gaza, aumentando a tensão regional.

A lei estabelece um tribunal específico para julgar os envolvidos no ataque, que resultou em mais de 1,2 mil vítimas, segundo a imprensa internacional. A iniciativa representa uma ampliação da resposta estatal ao episódio que marcou o conflito entre Israel e o Hamas.

A votação ocorreu com 93 votos a favor e nenhum contrário; 27 parlamentares ficaram ausentes ou se abstiveram. A medida gerou críticas de organizações de direitos humanos, que veem riscos a garantias processuais.

Críticas de direitos humanos

Organizações alertam que a lei facilita a imposição da pena de morte e reduz salvaguardas de julgamento justo. Réus poderão recorrer apenas a um tribunal de apelações especial, e não às cortes regulares.

A defesa dos direitos humanos destaca ainda que a criação do tribunal específico pode comprometer o devido processo legal, sem detalhar as garantias disponíveis nos recursos. A Disclosure de fontes manteve o reporte com base na Associated Press.

Fonte: Associated Press.

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