- Japão intensifica a defesa contra IA avançada, incluindo o Mythos da Anthropic, para proteger infraestrutura crítica.
- Nesta terça-feira, 12, a primeira-ministra Sanae Takaichi determinou que o ministro digital e outras autoridades desenvolvam medidas de ciberdefesa e identifiquem vulnerabilidades.
- Autoridades destacam riscos de novos modelos que podem encontrar e explorar falhas de software rapidamente.
- A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, afirmou ter discutido o tema com o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em Tóquio.
- O governo criou um grupo de trabalho com o banco central e o setor privado para tratar o tema, com divulgação prevista em breve.
O Japão intensificou a defesa contra IA avançada na sequência de alertas sobre modelos como Mythos da Anthropic. Nesta terça-feira, a primeira-ministra Sanae Takaichi pediu a ministros e equipes técnicas que adotem medidas para proteger infraestrutura crítica e identificar vulnerabilidades de cibersegurança.
As autoridades destacam que modelos de IA capazes de encontrar falhas de software podem explorar pontos desconhecidos pelos desenvolvedores, acelerando ações ofensivas e aumentando os riscos aos serviços públicos e ao sistema financeiro.
A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, informou ter discutido o tema com o Secretário do Tesouro, em Tóquio, reforçando a necessidade de cooperação com aliados ocidentais para evitar uso indevido dessas ferramentas.
O ministro responsável pela cibersegurança, Hisashi Matsumoto, afirmou que o governo deve preparar defesas, considerando que a tecnologia ainda não está amplamente disponível para empresas e prestadores de serviço, que precisam proteção imediata.
Um grupo de trabalho foi criado para debater o tema com o Banco Central, o setor privado, grandes credores e empresas de tecnologia, com objetivo de mapear riscos e propor medidas em breve.
Medidas em estudo
O governo japonês pretende divulgar diretrizes para mitigação de vulnerabilidades em IA de ponta assim que estiverem prontas, buscando alinhamento com padrões internacionais e participação de setores responsáveis pela infraestrutura crítica.
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