- Jensen Huang, CEO da Nvidia, não foi incluído na comitiva oficial de Donald Trump para encontros com Xi Jinping na China.
- A ausência foi confirmada por fontes da Bloomberg; colegas como Tim Cook e Elon Musk integram a delegação de executivos.
- Huang vê a China como mercado potencial de US$ 50 bilhões para chips de IA da Nvidia, apesar das restrições de exportação.
- O governo americano abriu a possibilidade de exportar processadores H200 para a China, mas autoridades indicam que o acesso ainda é restrito.
- No front econômico, o Congresso avança com controles de exportação e empresas chinesas fortalecem alternativas locais, como a IA Qwen3.5 da Alibaba.
Jensen Huang, CEO da Nvidia, ficou de fora da comitiva oficial de Donald Trump para a China, que busca encontros com Xi Jinping nesta semana. A ausência foi confirmada por fontes da Bloomberg e gerou repercussão no mercado de chips, onde a Nvidia é protagonista.
A empresa vê o mercado chinês como oportunidade de cerca de US$ 50 bilhões para seus processadores de IA. Huang mantém proximidade com Trump, explica-se, mas não houve justificativa oficial para sua não participação na delegação.
Huang já participou de viagens oficiais do presidente ao Oriente Médio e ao Reino Unido, além de ter estado em Washington na visita do Rei Charles III. Um assessor sênior da Casa Branca também o convidou para um jantar de gala no mês passado.
Perspectivas sobre controle de exportação
O cenário de exportação de tecnologia permanece restritivo. No mês passado, autoridades adiantaram que, apesar de licenças concedidas, nenhuma unidade de chips avançados havia sido enviada à China por recusa de autoridades locais em aprovar transações.
Parlamentares dos EUA avançaram com um pacote bipartidário de controle de exportação, incluindo propostas que limitariam licenças para processadores avançados como o Blackwell e o H200, com supervisão legislativa mais rígida.
A atuação regulatória volta a frequentar as conversas entre Washington e Pequim, especialmente após a trégua firmada em outubro, que abriu espaço para acordos em áreas como terras-raras em troca de concessões tecnológicas.
Desenvolvimento chinês de IA
Informações do The New York Times indicam que representantes chineses buscaram negociar acesso a modelos de IA avançados em encontros realizados em think tanks, mas empresas como Anthropic resistiram a ceder tecnologia ao governo de Pequim.
Enquanto isso, empresas chinesas intensificam seus próprios desenvolvimentos. A Alibaba divulgou a IA Qwen3.5, com foco em versatilidade e maior autonomia tecnológica, sinalizando uma resposta às restrições externas.
No panorama industrial, o ritmo de investimentos em IA continua forte, com videogavel de cada lado da discussão diplomática pressionando pela liderança na tecnologia avançada, enquanto governos buscam equilibrar segurança nacional e competitividade econômica.
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