- O líder do Hezbollah, Naim Kassem, pediu ao governo do Líbano para abandonar as negociações diretas com Israel, defendendo negociações indiretas em carta de 12 de abril.
- Kassem disse que a posse de armas do Hezbollah é assunto interno e não deve fazer parte das conversas com Israel.
- O governo libanês tem buscado o desarmamento do grupo desde o início de março, classificando as atividades militares do Hezbollah como ilegais.
- As autoridades libanesas exigem cessar-fogo, retirada israelense do Líbano, deslocamento de tropas libanesas para o sul do rio Litani, libertação de prisioneiros libaneses em Israel e retorno dos deslocados.
- Líbano e Israel devem realizar dois dias de conversas em Washington a partir de 14 de abril para encerrar os recentes combates e discutir o futuro das relações entre os dois países.
O líder do Hezbollah, Naim Kassem, pediu ao governo do Líbano que se retire das negociações diretas com Israel, defendendo que as tratativas sejam indiretas. A carta foi publicada nesta terça-feira, 12, e aponta a posição do grupo sobre o diálogo com o país vizinho.
Kassem argumenta que a posse de armas pelo Hezbollah é assunto interno do Líbano e não deve integrar as conversas com Israel. O pedido ocorre enquanto o governo libanês busca o desarmamento do grupo após a última rodada de combates, iniciada no começo de março.
As autoridades libanesas têm exigido o cessar das hostilidades, a retirada israelense do território libanês, o deslocamento de tropas para o sul do rio Litani, a libertação de prisioneiros libaneses detidos em Israel e o retorno de deslocados às suas casas. O líder do Hezbollah afirmou que o grupo está disposto a cooperar para atingir esses cinco pontos.
Contexto das negociações e desdobramentos
Líbano e Israel devem realizar dois dias de conversas em Washington a partir de quinta-feira, 14, com o objetivo de encerrar os confrontos que duram cerca de dois meses e discutir o futuro das relações entre os dois países. O cessar-fogo mediado pelos EUA está em vigor desde 17 de abril.
Apesar do acordo, ataques continuam. A Força Aérea de Israel realizou operações no sul do Líbano e na aldeia Sohmor, no leste do Vale do Beqaa. A National News Agency (NNA) informou que bombardeios em Jibchit deixaram três mortos e quatro feridos. A informação também foi registrada pela Associated Press.
Manifestantes, incluindo apoiadores do Hezbollah, protestaram em Beirute contra a negociação direta entre Israel e o governo libanês, em 10 de abril de 2026. As manifestações foram acompanhadas pela cobertura de agências internacionais.
Entre na conversa da comunidade