- Ataques do grupo extremista Forças Democráticas Aliadas (ADF), ligado ao Estado Islâmico, deixaram mais de oitenta cristãos mortos no nordeste da República Democrática do Congo, principalmente na província de North Kivu.
- O ataque mais violento ocorreu em cinco de maio, quando cerca de sessenta cristãos foram mortos no território de Beni, na região entre Kivu do Norte e Ituri, segundo relatos.
- Dois dias depois, um terceiro ataque em Beni deixou mais quinze cristãos mortos.
- No domingo, dez de maio, nove pessoas foram assassinadas e outras seis sequestradas na aldeia de Makumu, em Ituri.
- O ISCAP afirma ter ceifado quase mil cristãos na região desde o aumento da violência, em dezembro de 2024, conforme relatório de violência atribuída ao grupo.
Mais de 80 cristãos foram mortos em ataques atribuídos ao grupo extremista Forças Democráticas Aliadas (ADF), ligado ao Estado Islâmico, ocorridos no nordeste da República Democrática do Congo. Os ataques atingiram comunidades da região de North Kivu, uma área já marcada por violência e deslocamentos. As informações indicam uma sequência de ações violentas entre 5 e 10 de maio, com massacres e abduções.
O ataque mais violento foi registrado no território de Beni, próximo à fronteira entre Kivu do Norte e Ituri, em 5 de maio, quando cerca de 60 cristãos teriam sido mortos por combatentes ligados ao ISCAP. A organização extremista, que reivindica-se de “combatentes”, afirmou que houve resistência às conversões forçadas e à imposedidade de condições religiosas.
Em dias seguintes, houve um segundo ataque em Beni, com 15 cristãos mortos segundo os relatos. No domingo, 10 de maio, a aldeia de Makumu, em Ituri, registrou nove mortes e seis seqüestros, ampliando o ciclo de violência contra comunidades cristãs na região.
Contexto e alcance da violência
Relatórios descrevem a atuação do ISCAP como marcada por brutalidade sistemática, incluindo massacres, trabalho forçado, tortura e violência sexual. A organização afirma ter matado quase 1.000 cristãos no nordeste do país desde o início de sua ofensiva ampliada, em dezembro de 2024.
As autoridades locais e organizações de monitoramento rabiscam uma imagem de violência persistente na área, com ataques frequentes que afetam civis, deslocados e fiéis de diversas denominações. As ações contribuem para o agravamento da crise humanitária na RD Congo, já complexa por conflitos armados e deslocamentos.
A situação coloca em evidência a necessidade de proteção a minorias religiosas e de medidas de segurança para comunidades vulneráveis na província de North Kivu, bem como em Ituri. Até o momento, não houve confirmação de responsabilização formal pelos ataques ou de movimentação de forças de paz locais para a região.
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