- O RS-28 Sarmat, apelidado de Satanás II pela Otan, é míssil balístico intercontinental russo com alcance de 35.000 km e capacidade para transportar várias ogivas (MIRV).
- Putin afirmou que é o mais poderoso míssil do mundo e que pode penetrar sistemas de defesa antimísseis; analistas ocidentais veem as alegações como exageradas.
- A Reuters informa que o armamento seria 37,5 vezes mais destrutivo do que as bombas de Hiroshima e Nagasaki; a Sputnik cita velocidade de até Mach 12.
- O teste mais recente foi considerado bem-sucedido pela liderança, mas há relatos de possível falha em teste anterior, com crateras no silo em 2024.
- A Rússia planeja colocar o míssil em operação até o fim deste ano, após atrasos que começaram no fim da década passada; a ficha técnica lista 10 MIRVs pesados, 16 MIRVs leves e 24 veículos hipersônicos planejados.
O míssil balístico intercontinental RS-28 Sarmat, conhecido pela Otan como Satanás II, foi testado na última terça-feira. Putin afirmou que o armamento é o mais poderoso do mundo e que seu alcance supera 35 mil km, além de penetrar sistemas antimíssil existentes e futuros. Analistas ocidentais veem exageros nessas alegações, mas reconhecem o papel estratégico da arma.
Segundo a Reuters, especialistas ouvidos dizem que o Sarmat integra a renovação do arsenal nuclear russo, buscando dissuasão frente a tensões com a Otan e os EUA. A Rússia descreve o modelo como capaz de carregar várias ogivas independentes, com planos de incluir tecnologia hipersônica no futuro.
Especificações técnicas
- Designação russa/OTAN: RS-28 Sarmat / Satanás II
- Peso: mais de 100 toneladas
- Alcance: 35.000 km
- Ógivas: MIRV, com planos de mais poder hipersônico
- Estado: desenvolvimento próximo da fase de uso, com previsão de entrada em serviço em 2026
Contexto e datas de testes
A Rússia afirma ter testado o equipamento em 2018, 2022 e novamente na terça-feira, com Sergey Karakayev apontando o recente teste como etapa final antes da operação. Observadores ocidentais levantam a hipótese de falhas em testes anteriores, incluindo um suposto incidente em setembro de 2024 próximo a Plesetsk. imagens de satélite mostraram crateras no silo após esse episódio.
Implicações geopolíticas
O anúncio faz parte da estratégia de dissuasão nuclear da Rússia em meio a aumentos de tensão com a Otan e os Estados Unidos. A empresa de defesa norte-americana citada pela Reuters aponta que o míssil pode carregar um número significativo de ogivas, ampliando a capacidade de detonação simultânea. A Rússia não divulga oficialmente todos os dados sensíveis, mantendo o tema sob sigilo técnico.
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