- Missionários Melissa e Yael, apoiados pela Portas Abertas, trabalham em Hidalgo e Chiapas para evangelizar crianças vulneráveis antes que sejam recrutadas por cartéis.
- Em Hidalgo, criaram uma escola cristã de férias; neste ano, 59 crianças e adolescentes participaram das atividades.
- A estratégia busca apresentar Jesus para evitar influência das gangues, drogas e violência associada ao crime organizado.
- A Portas Abertas relata que, no México, milhares de menores vivem sob ameaça de recrutamento e de deslocamento devido aos conflitos criminosos.
- Em 2024, mais de trinta mil crianças e adolescentes foram recrutados por cartéis, e cerca de seiscentos e vinte quatro menores foram vítimas de homicídio ou ferimentos por armas de fogo.
Em meio à violência promovida por cartéis no México, missionários e igrejas locais, com apoio da Portas Abertas, atuam para evangelizar crianças vulneráveis. A iniciativa ocorre nos estados de Hidalgo e Chiapas, regiões marcadas pela presença de grupos criminosos e pela vulnerabilidade infantil.
A estratégia envolve ações evangelísticas voltadas a crianças e adolescentes, com foco na prevenção ao recrutamento pelo crime organizado. A Portas Abertas afirma que milhares de menores vivem sob constante ameaça, e as igrejas locais funcionam como refúgio para famílias.
Estratégia evangelística
Em Hidalgo, um casal de missionários, Melissa e Yael, criou uma escola cristã de férias para alcançar crianças na região. Este ano, 59 jovens participaram das atividades, com relatos de mudança de postura diante das influências negativas.
Melissa disse que o objetivo é apresentar Jesus antes que as gangues ganhem espaço na vida das crianças, ressaltando que Cristo pode libertá-las. O casal enfrentou medo inicial, mas perseverou pela missão.
A ação tem também o papel de oferecer conforto às famílias, incluindo projetos que envolvem refeições e atividades seguras. Ao longo do tempo, relatos indicam que crianças alcançadas influenciam positivamente integrantes da família.
No contexto nacional, a Portas Abertas, em parceria com igrejas locais, realiza oficinas sobre fé, perseverança e resiliência. A entidade indica que muitas famílias já passaram por mudanças, com crianças servindo de ponte para a reconciliação familiar.
Segundo a organização, em 2024 mais de 30 mil menores foram recrutados por cartéis e cerca de 624 foram vítimas de violência. A luta pela infância é apresentada como urgente e contínua, com foco na proteção infantil.
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