- Satya Nadella depôs no julgamento Musk v. Altman na segunda-feira, 11, tornando-se o terceiro bilionário a testemunhar, defendendo a parceria Microsoft–OpenAI.
- Nadella negou ter pressionado pela reintegração de Sam Altman e disse que Elon Musk nunca o procurou diretamente com reclamações sobre os investimentos da Microsoft.
- O executivo classificou a demissão de Altman, em novembro de 2023, como “cidade de amadores” e afirmou que precisava manter a OpenAI funcionando estávelmente.
- Ele apresentou um e-mail de Musk de agosto de 2017 elogiando o suporte da Microsoft à parceria como evidência de apoio prévio.
- A Microsoft investiu, respectivamente, US$ 1 bilhão (2019), US$ 2 bilhões (2021) e US$ 10 bilhões (2023) na OpenAI, possuindo hoje cerca de 27% da divisão com fins lucrativos, avaliada em ~US$ 135 bilhões.
O CEO da Microsoft, Satya Nadella, depôs na segunda-feira, 11, no julgamento Musk v. Altman, ampliando o grupo de bilionários que testemunham no caso que envolve OpenAI e grandes empresas de tecnologia. Nadella confirmou a parceria entre Microsoft e OpenAI e negou ter pressionado pela reintegração de Sam Altman após a crise de 2023. Também afirmou que Elon Musk nunca o procurou diretamente com reclamações sobre investimentos.
Durante o interrogatório, Nadella descreveu o conselho da OpenAI que demitiu Altman em novembro de 2023 como uma “cidade de amadores” em sua visão. O depoimento reforçou a narrativa de que a Microsoft participava como parceira comercial, não como controladora da OpenAI, reiterando que a OpenAI manteve seus direitos e recursos.
O executivo apresentou um e-mail de agosto de 2017 em que Musk elogiu o apoio da Microsoft à parceria, após a vitória de um bot da OpenAI no jogo Dota 2. Nadella disse que o acordo era comercial e não filantrópico, detalhando aportes da Microsoft: US$ 1 bilhão em 2019, US$ 2 bilhões em 2021 e US$ 10 bilhões em 2023, com participação de cerca de 27% na divisão lucrativa da OpenAI.
Ao falar sobre o investimento, Nadella afirmou que a decisão foi de alta prioridade e sem volta, pois a Microsoft terceirizou parte do IP central da OpenAI, criando dependência de longo prazo. E-mails internos mostraram ceticismo de 2018 sobre o avanço da IA geral (AGI) e receios de perder relevância.
Musk, que acusa a Microsoft de colaborar para desvirtuar a missão filantrópica da OpenAI, não abriu questionamentos diretos a Nadella ao longo de cinco anos de relação entre as empresas. Em 2020, Musk já havia dito publicamente que a OpenAI fora capturada pela Microsoft, relação que hoje está no centro do processo.
Altman, que também deporá nesta terça-feira, é alvo de questionamentos sobre a evolução da OpenAI de entidade sem fins lucrativos para uma estrutura com fins lucrativos que mira um IPO potencial acima de US$ 1 trilhão de valuation. A fase de produção de provas encerra na quarta-feira, com deliberações previstas para quinta-feira.
O julgamento ocorre no Tribunal Distrital Federal de Oakland, Califórnia, sob a supervisão da juíza Yvonne Gonzalez Rogers. O caso envolve Musk processando Altman, Brockman e a OpenAI, com a Microsoft como co-ré. O desfecho tem implicações sobre como parcerias entre empresas privadas e entidades de IA são estruturadas.
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