- O presidente dos EUA, Donald Trump, viajará a Pequim nesta semana e deve chegar na quarta-feira, 13, para encontro com Xi Jinping.
- Trump disse que discutirá com Xi a venda de armas americanas para Taiwan, tema que Pequim contesta.
- O governo chinês reafirmou oposição à venda de armas dos EUA para a região de Taiwan.
- Nos Estados Unidos, as “Seis Garantias” de 1982 orientam a política sobre Taiwan, mantendo que não se consulta Pequim sobre vendas de armamentos.
- Trump também pediu a libertação de Jimmy Lai, magnata de Hong Kong condenado a 20 anos de prisão, posição que divide com a China.
O presidente dos EUA, Donald Trump, planeja discutir a venda de armas americanas para Taiwan com o líder chinês Xi Jinping durante viagem a Beijing nesta semana. A conversa ocorre no contexto de relações sino-americanas tensas sobre a ilha, vista por China como parte de seu território.
Trump viaja a Pequim nesta terça-feira e deve chegar na quarta, com a visita prevista até sexta-feira. A pauta inclui a venda de armamento para Taiwan, tema que Pequim rejeita veementemente, argumentando que envolve questões sensíveis de segurança regional.
O governo chinês expressou oposição formal à venda de armas dos EUA para Taiwan na terça-feira, reiterando sua posição de que qualquer apoio militar à ilha é inaceitável. Taiwan, por sua vez, permanece como aliado próximo dos EUA e fornecedor de armamento.
Contexto da posição de Taiwan e reações regionais
A China mantém a visão de Taiwan como parte de seu território e já sinalizou utilizar a força para consolidar o controle. O Departamento de Relações Exteriores de Taiwan informou que facilitará a cooperação com os EUA e buscará dissuasão para manter a paz no Estreito de Taiwan.
Trump afirmou aos jornalistas que discutirá o assunto com Xi e ressaltou que o presidente chinês prefere evitar tais vendas. O republicano mencionou também que o diálogo abrangerá outras questões de interesse comum entre os dois países.
Outros pontos da agenda e referências regionais
O noticiário menciona ainda a diferença geográfica entre Taiwan e a China continental, com o arquipélago de Kinmen ficando próximo ao território chinês. O tema também envolve o apoio regional a Taiwan, conforme observação de autoridades americanas.
O porta-voz chinês reiterou a oposição à venda de armas, destacando que a posição de Pequim é coercitiva e clara. A visita ocorre no momento em que Washington reforça seus laços com Taiwan, mantendo a política de não consultar Pequim sobre armamentos.
*(com informações da AFP)*
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