- O ataque ao Omid Drug Rehabilitation Hospital, em Kabul, ocorreu em 16 de março de 2026, por volta das 20h50, atingindo hangar, contêineres e áreas de treinamento e gerando um grande incêndio.
- A ONU confirma 269 mortos, com o número real possivelmente bem maior; muitos corpos ficaram irreconhecíveis ou despedaçados e há um jazigo coletivo marcado com pedras.
- Familiares, como Masooda e Sediq Walizada, buscam seus parentes entre relatos de identificação por marca de nascimento, roupas ou outras evidências.
- A Human Rights Watch chamou o ataque de “não provocado e possível crime de guerra”; o Paquistão nega ter atingido alvo civil, afirmando ter atingido infraestrutura militar ou terrorista.
- O episódio agrava as tensões entre Paquistão e Afeganistão, com o governoTalibã pedindo investigação internacional e temendo retorno da violência.
O ataque aéreo contra o Omid Drug Rehabilitation Hospital, em Kabul, deixou pelo menos 269 mortos até agora, segundo a ONU. A ofensiva ocorreu na noite de 16 de março de 2026, na província de Cabul, no leste da capital afegã, atingindo pacientes em tratamento e funcionários. O governo do Paquistão nega ter atacado alvos civis.
A família de Mirwais, 24 anos, luta para entender o que ocorreu. No cemitério de um morro, eles buscam o corpo do jovem entre restos e marcas de enterro coletivo. Muitas vítimas foram identificadas apenas por traços ou partes do corpo.
Para as famílias, a busca por respostas envolve cruzar informações contraditórias sobre o objetivo do ataque. Enquanto a ONU confirma que civis estavam entre as vítimas, o Paquistão sustenta que não houve ataque a instalações hospitalares ou a centros de reabilitação.
Contexto e dados oficiais
A ONU aponta que o número de mortos pode ser ainda maior que o confirmado, devido à destruição do registro de pacientes admitidos. O ataque é descrito como o pior ato de violência recente envolvendo a região, com mais de uma centena de feridos relatados.
Segundo relatos médicos, o incêndio provocado pela explosão atingiu áreas de internação, armazéns de alimentos e instalações administrativas. Médicos entrevistados à BBC descrevem cenas de caos e dificuldade de identificação das vítimas.
A propaganda de guerra entre Paquistão e Afeganistão intensificou o tom após o ataque. Autoridades paquistanesas afirmam que o hospital não era alvo, enquanto o governo talibã de Cabul denuncia ataques contra civis e pede investigação internacional.
Reações e impacto humano
Famílias acompanham de perto o desfecho das investigações, relatando perdas com impacto duradouro na comunidade local. Um dos familiares descreve a dor de não saber ao certo o destino de quem amava, enquanto outros destacam dificuldades para identificar corpos.
A violência recente na região elevou temores sobre um retorno a períodos de instabilidade. Organizações internacionais pedem apuração independente dos fatos e responsabilização de quem tenha cometido crimes de guerra, conforme o direito internacional.
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