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Pavilhão russo na Bienal de Veneza e Pussy Riot discutem uso de imagens

Pavilhão Russo em Veneza acusa Pussy Riot de censurar imagens de protesto; grupo rebate, questionando uso de redes sociais e políticas de censura.

Pussy Riot and FEMEN protest outside the Russian pavilion at the Venice Biennale.
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  • O Pavilhão Russo na Bienal de Veneza gerou controvérsia ao acusar Pussy Riot de censurar e pedir a remoção de imagens do documentário do projeto.
  • Pussy Riot respondeu, lembrando que o Instagram foi banido na Rússia desde 2022 e ironizando sobre o uso de VPN durante a discussão.
  • A Uniao Europeia chegou a considerar cortar financiamento à edição de 2028, alegando sanções relacionadas à invasão da Ucrânia.
  • A apresentação foi planejada para abrir apenas durante o período de previews de performances ao vivo, com o pavilhão fechando para a programação pública e exibindo vídeos das performances em monitores nas janelas.
  • A abertura contou com protestos de dezenas de pessoas, liderados por Nadya Tolokonnikova e pela FEMEN, com Pussy Riot presente.

O Pavilhão Russo da Bienal de Veneza voltou a gerar controvérsia ao discutir a utilização de imagens de protesto em um documentário ligado ao projeto. O espaço, já foco de manifestações pró-Ucrânia, afirmou ter sido solicitado pela banda e coletivo Pussy Riot a remover trechos que mostram suas ações.

Em uma publicação no Instagram feita na segunda-feira, o Pavilhão Russo disse que Pussy Riot pediu a retirada das imagens que aparecem no filme documental do projeto, sob o rótulo de censura. A legenda afirma que houve uma cobrança de transparência, mas que houve censura autoimposta conforme o grupo.

Pussy Riot respondeu, questionando a elegibilidade da plataforma Instagram sob a lei russa vigente, e ressaltou que a meta de plataformas e governos pode ser alvo de restrições. O grupo ainda citou dúvidas sobre o uso de VPNs ou privilégios de quem está na Itália.

Antes das previews profissionais, o pavilhão enfrentou críticas de comunidades artísticas e políticas internacionais. A União Europeia chegou a sinalizar a possibilidade de retirar recursos para a edição de 2028, citando sanções associadas à invasão russa da Ucrânia.

O contexto completo da acusação de censura permanece indefinido. O que se sabe é que o filme documental estaria disponível fora do pavilhão durante o restante da Bienal, e que a programação previa a exibição apenas durante os momentos de performances ao vivo ligadas à mostra “The Tree Is Rooted in the Sky”.

Dois dias após a abertura, dezenas de manifestantes entraram no espaço, entoando palavras de protesto como “Russia kills” e “Biennale exhibits”. Nadya Tolokonnikova, líder do Pussy Riot, participou do ato junto a integrantes da FEMEN, com cores amarelas e azuis no ar, em referência à bandeira ucraniana.

Os organizadores da Bienal, bem como representantes de Pussy Riot, foram procurados pela imprensa para comentários. Não houve conclusão oficial publicada até o fechamento desta edição.

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