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Por que o Irã libertou 10 americanos negros antes dos demais na crise de 1979

Na crise de 1979, o Irã libertou dez reféns negros antes dos demais para pressionar os EUA e fortalecer a revolução, relembra ex-refém James Hughes

James Hughes, fourth from right (in glasses), was one of the American hostages presented to the press at the occupied US embassy shortly before their release, Tehran, Iran, on 19 November 1979.
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  • Em novembro de 1979, a Embaixada dos EUA em Teerã foi tomada e 66 americanos ficaram como reféns por 444 dias.
  • Treze reféns, incluindo o sargento da Força Aérea James Hughes, foram liberados mais cedo durante o conflito.
  • a justificativa iraniana foi mostrar solidariedade com grupos oprimidos nos EUA e pressionar Washington, em meio à Revolução Islâmica.
  • Hughes descreve a captura e o período de cativeiro, bem como a libertação precoce ocorrida após negociações e atrasos, com viagem a Paris e retorno aos EUA.
  • o acordo final, chamado Acordos de Argel, encerrou o conflito em janeiro de 1981; os demais reféns permaneceram presos até a liberação completa.

Durante a crise dos reféns de 1979, 66 americanos foram mantidos como prisioneiros no Irã após invasão da embaixada em Teerã. O episódio marcou décadas de tensões entre EUA e Irã, ainda sob holofotes após ações militares conjuntas com Israel em 2024-2025.

Entre os reféns, 10 eram afro-americanos que foram liberados mais cedo. Um deles foi o sargento da Força Aérea James Hughes, então com 30 anos, destacado para a embaixada. Hughes descreve o período como marcado por intimidação e violência.

A tomada de 4 de novembro de 1979 ocorreu no auge de protestos estudantis contra o governo do Xá, que havia sido apoiado pelo Ocidente. A resposta inicial envolveu oficiais militares e uma resposta policial local, antes de a embaixada cair nas mãos de manifestantes.

A liberação antecipada de parte dos reféns, incluindo Hughes, surgiu como manobra diplomática do regime islâmico para pressionar os EUA e legitimar a revolução. O Irã alegou que a decisão refletia solidariedade com grupos oprimidos, enquanto o desfecho ocorreu meses depois, em janeiro de 1981.

Entre 1980 e 1981, negociações mediadas por diplomatas argelinos levaram ao acordo que encerrou o episódio de 444 dias. Ao todo, 66 reféns foram libertados; 52 deles receberam tratamento público no início de 1981, com desfiles de comemoração nos EUA.

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