- O premiê da Hungria, Peter Magyar, deu poderes de veto a quatro ministros sobre projetos legislativos, incluindo Andras Karman, chefe da Finanças.
- Magyar afirma que Karman herdou um “legado dramático” de Viktor Orbán, em meio a mudanças políticas após a vitória de Magyar em 12 de abril.
- O déficit orçamentário pode alcançar 6,8% do PIB neste ano, segundo Magyar, que também concederá vetos aos ministros da Saúde, Justiça e Educação.
- O governo pretende colocar a Hungria em caminho pró-Europa para destravar recursos da União Europeia e buscar adoção do euro até 2030.
- A agenda inclui mudança radical na política econômica, com foco em produtividade, inovação e investimento em tecnologia, para reduzir o déficit a 3% do PIB conforme a UE.
O premiê húngaro Peter Magyar ampliou os poderes do governo nesta terça-feira (12), concedendo veto a quatro ministros em projetos legislativos. Entre eles está Andras Karman, ministro das Finanças, que herdou um legado que Magyar descreveu como dramático do ex-presidente Viktor Orbán.
Magyar, que derrotou Orbán nas eleições de 12 de abril, assume num cenário de déficit público elevando-se e economia enfraquecida pela estagnação e pelo impacto do conflito no Oriente Médio. A medida visa frear decisões antes de irem ao Parlamento, onde o partido governista Tisza possui maioria.
Mudança de política
Karman prometeu reconstruir a previsibilidade das políticas econômicas e estabelecer um plano de quatro anos para reduzir déficit e dívida. O governo projeta revisar o orçamento de 2026, com meta de déficit próximo a 3% do PIB para atender critérios de adesão ao euro até 2030.
Magyar afirma que o déficit pode alcançar 6,8% do PIB neste ano. Os cargos com poder de veto serão estendidos também aos ministros da Saúde, Justiça e Educação, segundo o novo desenho institucional.
Perspectivas econômicas e metas fiscais
Karman afirmou que o orçamento de 2026 deve ser ajustado em cerca de um mês e meio, abrindo caminho para um planejamento plurianual. O ministério busca criar ambiente de negócios mais previsível, reduzir legislação retroativa e combater distorções em licitações públicas.
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