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Quadro saqueado por nazistas reaparece após décadas escondido na Holanda

Quadro saqueado por nazistas reaparece na Holanda, achado na casa de familiares de um colaborador do regime; devolução aos herdeiros de Goudstikker é defendida

Reprodução Redes Sociais
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  • Pintura desaparecida desde a ocupação nazista da Holanda, “Portrait of a Young Girl” de Toon Kelder, reapareceu na casa de familiares de um ex‑colaborador do regime, Hendrik Seyffardt.
  • Detetive de arte Arthur Brand identificou o quadro a partir de marcas no verso e do código 92, cruzando com registros de leilão de 1940.
  • A obra pertencia originalmente a Jacques Goudstikker, importante negociante de arte judeu; Goudstikker morreu em 1940 tentando fugir, e peças de sua coleção foram saqueadas.
  • Um descendente de Seyffardt afirmou que a pintura deve ser devolvida aos herdeiros de Goudstikker e criticou a manutenção da peça pela família ao longo de décadas.
  • A reaparição evidencia o caráter ainda não resolvido do mercado de arte ligado ao nazismo; em 2025, outra obra da coleção de Goudstikker foi encontrada na Argentina, em casa de ex-funcionário nazista.

O quadro desaparecido durante a ocupação nazista da Holanda reapareceu na casa de familiares de um antigo colaborador do regime. A obra “Portrait of a Young Girl”, de Toon Kelder, foi localizada décadas após o seu extravio.

O detetive de arte Arthur Brand recebeu o relato de um homem que se apresenta como descendente de Hendrik Seyffardt, general ligado à Waffen-SS. Segundo Brand, o homem revelou a origem da tela mantida pela família desde a guerra.

Parentes teriam mudado de sobrenome após o conflito e guardado sigilo sobre a procedência da obra por décadas. O descendente afirmou ao jornal que ficou chocado com a ligação da pintura ao saque nazista.

Repercussões e sinais de identificação

A identificação ocorreu pela análise de marcas no verso da tela, incluindo uma etiqueta e o número 92, cruzados com registros de um leilão de 1940. Os arquivos apontaram a correspondência com a obra perdida de Kelder.

Brand aponta que a pintura teria passado pelas mãos de Hermann Göring, um dos líderes nazistas, segundo seus levantamentos. A investigação busca esclarecer a cadeia de custódia da obra ao longo dos anos.

A reaparição reforça o debate sobre o mercado de arte ligado à Segunda Guerra Mundial e o destino de milhares de peças saqueadas. O caso atual mantém o foco na verificação documental e na restituição aos legítimos herdeiros.

Conexões históricas recentes

Em 2025, outra obra da coleção de Jacques Goudstikker foi encontrada na Argentina, em residência de um ex-funcionário do regime nazista. O episódio atual amplia a atenção sobre decisões de devolução e recuperação de peças.

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