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Quem é o chefe do Comando Vermelho preso na Bolívia

Chefe do Comando Vermelho é preso na Bolívia; operação aponta domínio da facção na Bahia e envolve tráfico, lavagem de dinheiro e prisão do casal

O chefe do Comando Vermelho preso na Bolívia seria responsável por enviar drogas e armas para os estados da Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco. (Foto: Divulgação/Secretaria da Segurança Pública da Bahia)
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  • Kleber Nóbrega Pereira, o Kekeu, chefe do Comando Vermelho, foi preso em Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, durante a operação Artemis.
  • Ele era foragido desde dois mil e vinte e dois e é apontado como um dos principais líderes da facção fora do Rio de Janeiro, responsável por enviar drogas e armas para a Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.
  • Entre dois mil e nove e dois mil e doze, a polícia afirma que Kekeu ordenava execuções e sequestros em Salvador e em Feira de Santana; o caso emblemático é o triplo homicídio no conjunto Santa Madalena, em Salvador, em dois mil e doze.
  • A prisão também envolve a esposa, Micaely Santos Silva, acusada de lavagem de dinheiro; o casal vivia em uma mansão no bairro Equipetrol, avaliada em mais de seis milhões de reais, e foi extraditado para o Brasil.
  • Com a operação, já são seis os líderes do Comando Vermelho presos na Bolívia em 2026, em ações coordenadas pela Interpol.

A polícia boliviana prendeu neste fim de semana Kleber Nóbrega Pereira, conhecido como Kekeu, considerado um dos chefes do Comando Vermelho fora do Rio de Janeiro. A prisão ocorreu em Santa Cruz de La Sierra durante a operação Artemis, realizada por agentes da Secretaria da Segurança Pública da Bahia, da Polícia Federal, da Polícia Civil, do Ficco Bahia e da polícia local (Felcn). Kekeu estava foragido desde 2022 e já respondia a processos por ocultação de dinheiro proveniente do tráfico. A ação resultou na detenção dele e da esposa, Micaely Santos Silva, que também é apontada como responsável por lavagem de dinheiro na organização criminosa.

Segundo as autoridades, Kekeu é ligado a uma rede de tráfico de drogas e armas que atua em estados como Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, com atuação do território boliviano para enviar recursos ilícitos. A polícia baiana afirma que, entre 2009 e 2012, ele ordenava execuções e atividades criminosas em Salvador e cidades do interior, incluindo Feira de Santana. A investigação aponta que o grupo operava com gerentes e laranjas para movimentação financeira.

A operação também destacou um histórico de sequestros e violência ligados ao grupo. A Secretaria da Segurança Pública da Bahia menciona que, na década de 2010, o traficante já havia sido responsável por ordenar crimes de extorsão com sequestro e, em alguns casos, mortes, com base em registros de atuação no Engenho Velho da Federação e regiões sul e sudoeste da Bahia.

A prisão e o que foi apreendido

A prisão ocorreu quando Kekeu já cumpria uma parte de uma pena em regime mais brandas, na Bahia, e estava em liberdade condicional na Bolívia. A operação resultou no confisco de bens vinculados ao grupo, incluindo uma mansão avaliada em mais de R$ 6 milhões no bairro Equipetrol, em Santa Cruz de La Sierra. A propriedade foi apreendida pelas autoridades bolivianas. O casal foi extraditado para o Brasil e transferido para Corumbá (MS), onde permanece sob guarda da Polícia Federal com apoio de forças locais.

A esposa de Kekeu, Micaely Santos Silva, também foi presa na mesma operação e é apontada como tesoureira da organização, com participação na lavagem de dinheiro proveniente das atividades criminosas. Antes da detenção, o casal havia sido mantido sob documentos falsos e apresentava-se como empresários. A polícia informou que, com a detenção, seis líderes do Comando Vermelho teriam sido presos na Bolívia somente em 2026, em ações coordenadas pela Interpol.

A Secretaria da Segurança Pública da Bahia enfatiza que a cooperação internacional foi essencial para o sucesso da operação. O titular da pasta destacou a importância de ações de inteligência para localizar lideranças e desarticular estruturas financeiras de facções criminosas, reforçando o compromisso com a proteção da população.

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