- A Rússia anunciou o míssil nuclear Sarmat, capaz de transportar ogivas e atingir qualquer ponto do planeta, com potencial para múltiplas cargas.
- O alcance é superior a 35 mil quilômetros, conforme Vladimir Putin, que afirma tratar-se do armamento mais poderoso do mundo.
- O comandante das forças de mísseis informou que o teste final foi bem-sucedido e o objetivo foi atingido; o anúncio ocorre após o fim do tratado nuclear com os Estados Unidos.
- Putin afirmou que o míssil deve entrar em operação ainda este ano, enquanto o porta-voz do Kremlin disse que a guerra na Ucrânia está próxima do fim, gerando contradições.
- Analistas questionam as capacidades anunciadas, lembrando falhas em testes de 2024; o contexto inclui retomar ataques na Ucrânia com drones e destruição de instalações.
A Rússia informou nesta terça-feira (12) a criação de um míssil capaz de transportar ogivas nucleares e alcançar qualquer ponto do planeta. De acordo com o presidente Vladimir Putin, o sistema é o mais poderoso do mundo e possui capacidade para ataques de longo alcance, com superação de defesas antimísseis existentes.
O anúncio apontou que o míssil, denominado Sarmat, pode atingir alvos a mais de 35 mil quilômetros de distância. Segundo Putin, isso permitiria um ataque global teórico. O comandante das forças de mísseis reforçou que o teste final ocorrido na mesma data foi bem-sucedido e atingiu o objetivo.
O governo russo deixou mensagens ambíguas. Putin disse que o Sarmat deve entrar em operação neste ano, enquanto o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, sinalizou que a guerra na Ucrânia se aproximava do fim. Analistas, porém, avaliam que há exageros sobre a capacidade e alcance do armamento.
Análise e desdobramentos
O Sarmat já apresentou falhas em um teste no ano passado, segundo informações não oficiais. O anúncio ocorre em meio ao fim do tratado nuclear com os Estados Unidos, que limitava arsenais atômicos. A declaração chega enquanto a Rússia intensifica ataques na Ucrânia, com uso de drones em combate.
Na prática, as informações oficiais contrastam com avaliações de especialistas que pedem cautela. Em paralelo, as ações russas na Ucrânia permanecem sob escrutínio internacional, com foco em como avanços tecnológicos influenciarão a dissuasão e a diplomacia nuclear.
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