- O presidente Vladimir Putin afirmou que o míssil Sarmat teve teste bem-sucedido e será implantado no final deste ano.
- O Sarmat foi projetado para transportar ogivas nucleares e atingir alvos a milhares de quilômetros, incluindo Estados Unidos e Europa.
- Putin disse que a ogiva tem poder de destruição mais de quatro vezes superior ao equivalente ocidental e alcance acima de 35 mil quilômetros.
- Ele afirmou ainda que o sistema tem capacidade de penetrar defesas antimísseis existentes e futuras.
- Analistas ocidentais avaliam que as afirmações de Putin podem exagerar as capacidades; o Sarmat já apresentou falhas no passado, como um teste em setembro de 2024 que deixou crateras no silo.
A Rússia informou que realizou com sucesso o teste do míssil nuclear estratégico Sarmat, com o objetivo de transportar ogivas capazes de atingir alvos a milhares de quilômetros de distância. O anúncio foi feito pelo presidente Vladimir Putin em coletiva televisionada, nesta terça-feira, e é apresentado como parte de um programa de reforço do arsenal estratégico do país. A implantação está prevista para o final deste ano.
Segundo a comunicação estatal, o Sarmat seria capaz de atingir alvos na Europa e nos Estados Unidos, com alcance superior a 35 mil quilômetros. A projeção inclui a alegação de que o veículo seria capaz de penetrar sistemas de defesa antimísseis atuais e futuros, ampliando as capacidades de dissuasão do país, conforme afirmou o chefe do programa durante a transmissão.
Verificações e contexto
Sergei Karakayev, comandante das forças de mísseis estratégicos, relatou a Putin que o que foi descrito como teste bem-sucedido reforça a prontidão da força de mísseis terrestre. Analistas ocidentais costumam questionar algumas afirmações do governo russo sobre melhorias técnicas em armas de nova geração, mantendo cautela quanto a dados divulgados pela mídia estatal.
O Sarmat já apresentou dificuldades no passado, com relatos de um teste anterior em 2024 que resultou em falhas no silo de lançamento, conforme avaliação de especialistas. A orelha pública sobre o tema envolve discussões sobre capacidades reais frente a promessas de desempenho, sobretudo em relação a sistemas de defesa antimísseis.
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