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Trump diz que EUA conversarão com Cuba após bloqueio e ameaças de ataque

Após ameaças, EUA anunciam início de conversas com Cuba; diálogo ocorre em meio a sanções e crise energética que afeta a população cubana

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa durante um jantar do “Rose Garden Club” em homenagem à Semana da Polícia, na Casa Branca, em Washington.
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  • Trump afirmou que os EUA vão iniciar conversas com Cuba após ameaças de ataque, chamando a ilha de “nação falida” que pede ajuda.
  • É a primeira vez que o presidente comenta o tema; Cuba havia confirmado em 21 de abril um encontro bilateral com uma delegação dos EUA em Havana.
  • Trump publicou a mensagem enquanto viajava a Pequim para uma cúpula com o líder chinês Xi Jinping, com foco também na guerra no Irã.
  • Os EUA mantêm veto ao comércio de petróleo com Cuba há quatro meses, agravando a crise econômica e os apagões no país.
  • Em 1º de maio, o governo americano anunciou novas sanções a setores-chave da economia cubana; Cuba classifica as medidas como coercitivas unilateralmente.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que vai iniciar conversas com Cuba, após ameaças de ataque. Ele descreveu a ilha como uma nação falida que pede ajuda. A declaração foi feita no Truth Social enquanto o mandatário se preparava para viajar a Pequim.

Trump afirmou que os EUA vão dialogar com Cuba, ressaltando que o país estaria indo em direção contrária e pedindo apoio externo. A publicação ocorreu no mesmo dia em que o líder americano seguiu para a Colina de Beijing para reunião com Xi Jinping.

Ainda segundo a história, o regime cubano já havia confirmado, em 21 de abril, um encontro bilateral com uma delegação dos EUA em Havana. As negociações ocorrem após ameaças públicas de Washington, iniciadas no início de maio.

No contexto das relações, o Partido Republicano tem enfatizado prioridades diferentes, incluindo a crise no Oriente Médio e a abertura de canais com Cuba. O Senado tem funções estratégicas para o tema, segundo relatos da imprensa americana.

A administração norte-americana mantém sanções econômicas contra Cuba desde 1º de maio, com foco em setores-chave e indivíduos ligados à segurança do regime. A medida amplia o cerco financeiro e agrava restrições ao comércio de petróleo.

Cuba enfrenta dificuldades econômicas e energéticas, com apagões de até 20 horas diárias, hotéis fechados e serviços públicos afetados. A Venezuela, principal fornecedora de combustível, viu o fluxo interrompido pelo embargo americano.

O governo cubano classificou as medidas dos EUA como coercitivas e unilaterais. Ainda segundo relatos, as sanções visam pessoas, entidades e apoiadores do aparato de segurança do regime ou acusados de corrupção e violações aos direitos humanos.

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