- A União Europeia informou que o Brasil não está mais na lista de países que cumprem as regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária, o que pode impedir exportações a partir de 3 de setembro de 2026.
- A Comissão Europeia afirma que o Brasil não apresenta garantias de cumprimento ao longo da vida útil dos animais, impedindo a venda de animais vivos e produtos derivados para os 27 Estados-membros.
- Na atualização de 2024, o Brasil era considerado autorizado; agora entraram na lista aprovados Argentina, Colômbia e México.
- A Europa mantém diálogo com as autoridades brasileiras e pode reautorizar exportações assim que o cumprimento for comprovado.
- A medida reflete pressões do setor agrícola europeu e de França em relação ao acordo de livre comércio com o Mercosul; o Brasil é o único país da região ausente da lista.
A União Europeia excluiu o Brasil da lista de países que cumprem as regras de uso de antimicrobianos na pecuária. A atualização publicada nesta terça-feira, 12, indica que exportações de carne brasileira não deverão mais ocorrer a partir de 3 de setembro de 2026.
A UE afirma que o Brasil não está na lista de países autorizados a exportar carne aos seus 27 Estados-membros por não apresentar garantias suficientes sobre o não uso de antimicrobianos na pecuária. Antimicrobianos combatem bactérias, fungos, vírus e parasitas, não apenas antibióticos.
O comunicado da Comissão Europeia, citado pela agência AFP, esclarece que o Brasil precisa cumprir as exigências durante toda a vida útil dos animais. Na listagem de 2024, o país era considerado autorizado.
Mudança de status e próximos passos
Entre os aprovados na lista atual, constam Argentina, Colômbia e México. A Comissão Europeia mantém diálogo com autoridades brasileiras e pode atualizar a lista assim que o Brasil comprovar conformidade com as normas.
A ideia é retomar as exportações assim que o cumprimento for comprovado. O recado oficial é de que o sistema europeu de controle funciona e que o Brasil precisa demonstrar aderência às regras para reativar o comércio com o bloco.
Contexto e impactos
O tema acompanha tensões políticas e agrícolas na Europa, com críticas ao setor e ao governo francês sobre acordos comerciais com o Mercosul. O acordo entre a UE e Mercosul entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio, aguardando confirmação judicial sobre sua legalidade.
Segundo o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen, os padrões de saúde e antimicrobianos adotados pela Europa são rigorosos, e os produtos importados devem respeitar esses requisitos. A política visa reduzir o uso desnecessário de antibióticos e evitar resistência microbiana.
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