- No Haiti, a violência na planície de Cul-de-Sac se intensifica, com ataques de grupos armados e confrontos aumentando nos últimos dias, obrigando centenas de moradores a fugir de casa.
- Empresas da região, próximas ao Aeroporto Internacional Toussaint-Louverture, denunciam falta de resposta das autoridades mesmo após alertas anteriores.
- Casos de violência incluem mortes, como a de um funcionário da destilaria Rhum Barbancourt atingido por bala perdida, entre episódios recorrentes de ataques.
- Moradores deslocados chegaram a organizar protesto improvisado na estrada que leva ao aeroporto, exigindo maior segurança e respeito às comunidades.
- A organização Médicos Sem Fronteiras informou o fechamento temporário de seu hospital em Drouillard e a retirada de equipes do hospital de Fontaine, por insegurança na região.
O Haiti vive novo agravamento da violência na planície do Cul-de-Sac, onde ataques de grupos armados se intensificam e geram deslocamentos maciços. Moradores buscam abrigo em áreas mais seguras, afastadas de bairros marcados por confrontos.
Proprietários de negócios na região, próximos ao Aeroporto Toussaint-Louverture, relataram falta de resposta das autoridades para a violência persistente nos últimos dias. O acentuado risco levou centenas de pessoas a abandonar casas e rotas de fuga, buscando abrigo temporário em locais ainda incertos.
Entre as consequências, houve registro de mortes em incidentes envolvendo bala perdida, incluindo um trabalhador de uma destilaria famosa que faleceu. Em várias comunidades, famílias inteiras deixam imóveis, levando apenas o essencial.
Na segunda-feira, moradores deslocados organizaram um protesto informal na via que leva ao aeroporto, reclamando da ausência de segurança. Eles afirmam não exigir benefícios, apenas proteção básica para voltar a dormir em casa.
MSF anuncia paralisação temporária de serviços
A organização Médicos Sem Fronteiras informou o fechamento temporário de seu hospital em Drouillard, na região metropolitana de Porto Príncipe, devido à insegurança. A instituição citou riscos que impedem a operação segura dos serviços.
O hospital de Fontaine, localizado em Cité Soleil, também suspendeu atividades temporárias e desfez parte da equipe, diante da ameaça de ataques armados ao entorno. A unidade integra um complexo de favelas ao norte da capital.
À medida que os dias passam, a tensão se mantém alta na área, considerada estratégica por grupos armados que avançam no controle local. O risco de novos confrontos mantém a população em condições precárias e sem previsibilidade.
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