- O Pentágono revisou para US$ 29 bilhões o custo até o momento da guerra no Irã, ante US$ 25 bilhões anteriormente.
- A atualização foi feita pelo responsável financeiro, Jules Hurst, durante audiência no Congresso, ao lado do secretário de Defesa e do chefe do Estado-Maior.
- Um cessar-fogo está em vigor há mais de um mês, enquanto as negociações entre Washington e Teerã seguem sem acordo definitivo.
- A União Europeia avalia estender a missão naval Aspides ao Estreito de Ormuz apenas após o fim da guerra no Oriente Médio, com alguns países já sinalizando apoio à ampliação.
- França e Reino Unido defendem a criação de uma coalizão voluntária para assegurar o estreito após a paz, enquanto a UE mantém o mandato atual de Aspides durante o conflito.
O Pentágono recalculou o custo da guerra no Irã, que passa a estimar US$ 29 bilhões até o momento. O anúncio foi feito por Jules Hurst, responsável financeiro, durante audiência no Congresso dos EUA. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Dan Caine, acompanharam a apresentação.
Hurst informou que, anteriormente, o valor era avaliado em US$ 25 bilhões, mas as projeções são atualizadas constantemente pela divisão financeira e pelo Estado-Maior. A audiência ocorreu numa sessão em que também participaram autoridades militares dos EUA.
Um cessar-fogo permanece em vigor há mais de um mês, mas Donald Trump classificou a situação como “sob assistência respiratória” na segunda-feira, enquanto as negociações com Teerã seguem estagnadas. O cenário aponta para dificuldade de resoluções rápidas.
Orçamento da guerra
As informações do Pentágono destacam que a estimativa revisada reflete custos diretos até o presente momento. Detalhes adicionais sobre componentes específicos dos gastos não foram divulgados.
UE analisa extensão da missão Aspides
A União Europeia avalia estender a missão naval Aspides ao Estreito de Ormuz, após o fim da guerra no Oriente Médio. A operação, criada em 2024, protege navios comerciais contra ataques no Golfo.
Kaja Kallas, chefe da diplomacia europeia, informou que alguns países estão dispostos a reforçar a participação. A UE, no entanto, mantém o mandato atual até a conclusão das hostilidades.
França e Reino Unido apoiam a formação de uma coalizão voluntária para o Ormuz, com foco na segurança do comércio internacional. A participação dependeria da restauração da paz na região.
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