- Xi Jinping e Donald Trump vão se encontrar em Pequim para uma cúpula de dois dias que começa nesta quinta-feira (14), com expectativa de discutir Taiwan, incluindo vendas de armas aos taiwaneses.
- A China afirma que Taiwan faz parte de seu território; os EUA apoiam a democracia na ilha, sem reconhecer a independência.
- Os EUA já aprovaram US$ 11 bilhões em vendas de armas para Taiwan no fim do ano passado, e um novo pacote de cerca de US$ 14 bilhões aguarda aprovação final de Trump.
- Xi pode tentar persuadir Trump a desacelerar as vendas de armas para Taiwan; em fevereiro, Xi pediu cautela em relação às exportações de armas.
- Lai Ching-te, líder de Taiwan, agradeceu a Trump pelo envio de armas e disse que Taipé não cederá à pressão de Pequim; o apoio às vendas tem respaldo bipartidário no Congresso dos EUA.
Xi Jinping pressiona Trump a reduzir vendas de armas dos EUA a Taiwan durante cúpula em Pequim
A cúpula de dois dias entre Xi Jinping e Donald Trump começa nesta quinta-feira, em Pequim, com a pauta econômica como foco principal. Contudo, a questão de Taiwan deve entrar na conversa, segundo analisados de ambos os lados.
A China classifica Taiwan como parte do seu território e afirma que pode usar a força para reunificá-la. O Itaipe, por sua vez, defende a democracia e recebe apoio diplomático e militar dos EUA. O tema é sensível para Pequim.
Especialistas indicam que Xi pode buscar que Trump sinalize oposição à independência de Taiwan, potencialmente reduzindo a percepção de apoio a Taipei e aumentando pressão diplomática sobre a ilha. Lai Ching-te, líder de Taiwan, já reagiu a gestos de apoio americano.
Lai agradeceu nesta terça-feira pelas armas enviadas pelos EUA e ressaltou que Taipei não cederá à pressão externa. Em Washington, a administração mantém planos de novos pacotes de defesa para Taiwan, que somam cerca de US$ 11 bilhões já aprovados e um segundo pacote em about US$ 14 bilhões aguardando aprovação final.
O governo norte-americano aprovou o primeiro pacote no fim do ano passado, e Pequim realizou exercícios militares próximos a Taiwan em resposta. A expectativa é que o segundo pacote seja discutido com mais cautela durante a cúpula, sem confirmação de compromissos.
Entre os temas já sinalizados para a reunião, o comércio e os investimentos aparecem como âncoras, mas o tema Taiwan surge como potencial desdobramento estratégico para as relações bilaterais. A China já indicou que reforçará cautela com relação às entregas de armamentos se as pressões sobre Taipei aumentarem.
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