- Um agente da CIA afirmou em depoimento ao Senado que Anthony Fauci teria se intrometido na avaliação da origem da Covid-19 e influenciado o processo analítico.
- Erdman alegou que houve um papel intencional para cancelar, em 2021, um plano que indicava vazamento de laboratório chinês como origem do vírus.
- Ele disse que a CIA estava prestes a classificar a Covid como vazamento de laboratório em 12 de agosto de 2021, mas a posição foi alterada em 17 de agosto.
- Segundo o agente, as políticas de saúde pública teriam sido diferentes se o público soubesse que um laboratório baseou a autorização de uso emergencial de produtos de mRNA.
- Fauci não se pronunciou sobre as alegações; em 2024 ele negou acusações, afirmando que são distorcidas, e defendeu o trabalho para entender as origens da doença.
Um agente da CIA afirmou ao Senado dos EUA que Anthony Fauci teria se envolvido intencionalmente em um esforço para encobrir a origem da Covid-19. As declarações foram feitas durante depoimento na Comissão de Segurança Interna e Assuntos Governamentais nesta 4ª feira, 13 de março. A acusação envolve um plano de 2021 para associar o vírus a um possível vazamento de laboratório na China.
Segundo o agente James Erdman III, Fauci teria influenciado a equipe de inteligência a consultar especialistas com conflitos de interesse e a alterar o enquadramento analítico. Ele afirmou que a CIA estava prestes a classificar o caso como vazamento de laboratório em 12 de agosto de 2021, mas a posição mudou cinco dias depois.
Alega, ainda, que Fauci utilizou sua posição para direcionar a avaliação pública e reduzir a chance de confirmação de vazamento laboratorial. Erdman disse ter visto documentação que indicava influência significativa na decisão dos analistas da CIA.
O senador Rand Paul, do Kentucky, questionou se Fauci teria influenciado decisivamente a conclusão da agência. Erdman respondeu que houve influência relevante, sem detalhar documentos adicionais no momento.
A teoria do vazamento de laboratório sustenta que o vírus escapou de um laboratório chinês em Wuhan. A CIA, de acordo com o depoimento, chegou a apoiar essa hipótese com baixa confiança apenas em janeiro de 2025, após longo período sem posição formal.
Fauci não comentou as alegações durante o depoimento de 13 de março. Ele já negou, em audiência anterior, ter orquestrado qualquer esquema para esconder a origem da Covid-19.
Durante o depoimento, Erdman afirmou que as políticas de saúde pública teriam sido diferentes se as informações sobre a origem do vírus tivessem chegado ao público mais cedo, no contexto de autorizações de uso emergencial de vacinas de mRNA.
Contexto e posição pública
Fauci foi chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas entre 1984 e 2022 e foi figura central na resposta à pandemia. Em 2024, o cientista disse que as acusações contra ele eram absurdas e negou ter vazado informações ou criado um esquema.
Erdman, conforme reportagens, tem histórico de confrontos com o governo sobre o coronavírus. Ele ajudou a fundar o grupo Feds For Freedom e atuou como consultor na área de bioinformática, com atuação no Oriente Médio, Ásia e Europa.
A notícia em questão envolve afirmações de uma testemunha da CIA, que não representa automaticamente uma conclusão oficial sobre a origem da Covid-19. As autoridades envolvidas não confirmaram até o momento as alegações apresentadas no depoimento.
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