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Assessor de Trump acusa China de usar fentanil para matar americanos

Assessor de Trump acusa China de usar fentanil em suposta “guerra silenciosa” contra americanos, antes do encontro com Xi em Pequim

Sebastian Gorka é diretor de contraterrorismo da Casa Branca
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  • O assessor de contraterrorismo da Casa Branca, Sebastian Gorka, acusou a China de promover uma estratégia para enfraquecer os EUA por meio do fentanil, chamando o caso de “guerra por outros meios” e de uma “matança direcionada de americanos”.
  • As declarações foram dadas à véspera da viagem de Donald Trump a Pequim, para reunião com o presidente Xi Jinping, em foco questões de comércio e segurança.
  • Segundo Gorka, a China fornece precursores químicos usados na fabricação do fentanil e estaria promovendo uma crise que vai além do consumo recreativo da droga.
  • Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças indicam cerca de 403 mil mortes nos últimos sete anos nos EUA ligadas ao fentanil, representando uma morte a cada 850 habitantes no período.
  • A China nega participação na crise e afirma manter cooperação antidrogas com os EUA; autoridades ressaltam restrições à exportação de precursores, enquanto fatores como controles de portos e acesso a tratamentos também são citados como parte da redução recente das mortes.

Sebastian Gorka, assessor da Casa Branca, acusou a China de promover uma estratégia para enfraquecer os Estados Unidos por meio do fentanil, considerado responsável por milhares de mortes. Em entrevista ao podcast Pod Force One, ele chamou a crise de uma guerra do Ópio contemporânea.

Segundo Gorka, a liderança chinesa enxerga os EUA como uma versão moderna do Império Britânico e estaria retaliando por conflitos históricos. Ele mencionou as Guerras do Ópio para justificar a comparação e afirmou que o fentanil funciona como um estilingue para derrubar o país.

O assessor afirmou ainda que o fentanil não é apenas uso recreativo, mas uma forma de matança direcionada aos norte-americanos. Ele classificou o fentanil como uma arma de destruição em massa, destacando o fornecimento de precursores químicos pela China.

Dados recentes do CDC apontam aproximadamente 403 mil mortes nos EUA nos últimos sete anos por fentanil. O opioide continua sendo uma droga extremamente potente, com aplicações médicas restritas a tratamentos de dor, quando utilizado de forma legal.

A China nega participação na crise. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que o problema é dos Estados Unidos e ressaltou cooperação antidrogas com Washington. Autoridades chinesas dizem ter restringido exportação de precursores químicos.

Especialistas destacam que reduções recentes de mortes podem estar associadas a reforços em controles portuários e fronteiriços, além de testes de detecção e acesso a medicamentos que reverte overdoses. O tema ganhou fôlego próximo a encontros entre lideranças.

Desde o início do novo mandato, o governo dos EUA tem elevado o foco no combate ao fentanil com medidas de pressão sobre Pequim. Em anos anteriores, houve tarifas incidentes que geraram disputa comercial, saindo após decisões judiciais.

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