- Brasil atenderá exigências adicionais da União Europeia para exportação de proteína animal, segundo o secretário Luis Rua, durante o Congresso da Abramilho.
- O país exporta carnes para a UE há cerca de quarenta anos e cumpre regularmente as exigências sanitárias e regulatórias do bloco.
- A exclusão do Brasil de uma lista europeia gerou preocupação no setor, mas o governo mantém o foco em soluções técnicas e diplomáticas; duas reuniões foram realizadas hoje com participação de diplomatas brasileiros.
- Nos próximos dez dias, o Brasil enviará à União Europeia informações técnicas detalhando cenários sobre o uso de antimicrobianos em cada cadeia de proteína animal.
- Analistas destacam que as negociações são complexas e que o acordo prevê normas mútuas e mecanismos de reequilíbrio; algumas medidas podem ser revertidas até 3 de setembro, exceto a carne bovina.
O governo brasileiro informou que atenderá às exigências adicionais da União Europeia para a exportação de proteína animal. A declaração foi feita pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, Luis Rua, durante o Congresso da Abramilho, em Brasília.
Rua ressaltou que o Brasil mantém histórico de cumprimento das regras sanitárias da UE há cerca de 40 anos. Ele disse que a exclusão do país da lista europeia gerou preocupação no setor, mas o foco é construir soluções técnicas e diplomáticas.
O secretário afirmou que duas reuniões foram realizadas na terça-feira para tratar do tema. Um encontro contou com o embaixador brasileiro Pedro Miguel Costa e Silva, que buscou esclarecer os motivos da decisão com representantes europeus.
O governo delineará nos próximos dez dias novas informações técnicas à UE, com cenários sobre o uso de antimicrobianos em cada cadeia de proteína animal. A embaixada da UE também foi acionada para alinhamento.
Grace Tanno, secretária de Comércio Exterior do MAPA, explicou que as discussões sobre as exigências fitossanitárias vêm ocorrendo há cerca de três anos. O objetivo é garantir equilíbrio entre as normas de ambas as partes.
Ela lembrou que o acordo prevê mecanismos de equivalência, permitindo ajustes em cenários produtivos diferentes, caso haja mudança nas regras. Reequilíbrios podem ocorrer conforme avanços nas negociações.
Suemi Mori, diretora de Relações Internacionais da CNA, afirmou que a UE é parceira estratégica, embora as negociações sejam complexas. Segundo ela, o Brasil costuma responder às exigências, mas houve surpresa com a falta de transparência do processo.
Ainda segundo Mori, parte das medidas pode ser revertida até 3 de setembro, exceto a carne bovina, que é considerada sensível e depende de análises adicionais.
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