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Brasil enviará dados sobre antibióticos em carnes à UE em 15 dias, ministério

Governo enviará em quinze dias dados técnicos à União Europeia sobre conformidade com regras de antibióticos na pecuária, após retirada da lista sanitária que pode custar US$ 2 bilhões

Funcionário manuseia cortes de carne em açougue do Rio de Janeiro
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  • Governo enviará, em quinze dias, informações técnicas à União Europeia sobre o estágio de implementação das regras europeias para uso de antibióticos na pecuária.
  • A UE retirou o Brasil da lista de países habilitados a exportar carne, o que pode afetar vendas de vários produtos, com estimativa de perdas de até US$ dois bilhões.
  • Questionado sobre as medidas adotadas em abril deste ano, o governo afirmou que já sabia das exigências desde 2024, mas que não houve demora na adequação.
  • O setor privado ficará responsável por elaborar protocolos, enquanto o governo acompanhará o cumprimento das normas.
  • O embaixador brasileiro na UE afirmou que as restrições devem ser avaliadas cadeia a cadeia, e o governo e o setor privado buscarão se adequar às exigências sanitárias.

Brasília anunciou que enviará à União Europeia informações técnicas em até 15 dias sobre o estágio de implementação das regras europeias para o uso de antibióticos na pecuária. A comunicação ocorrerá após o bloco ter retirado o Brasil da lista de países habilitados a exportar carne, segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua.

Rua afirmou que o governo já havia enviado dados sobre o tema à UE em outubro do ano passado e aguardava resposta. A resposta teria chegado recentemente, segundo o secretário, durante evento da Abramilho. O objetivo é detalhar o atual nível de conformidade do Brasil com as exigências europeias.

Envio de informações à UE

O Ministério da Agricultura disse ainda que o tema envolve medidas técnicas e controles de cumprimento, com o setor privado elaborando protocolos e o governo atuando na fiscalização. Questionado sobre mudanças entre cadeias produtivas, Rua afirmou que são questões técnicas específicas que não valem discussão neste momento.

O ministro da Agricultura, André de Paula, reforçou que o governo e o setor privado tomarão todas as medidas para cumprir as exigências sanitárias. Ele ressaltou que o Brasil continua buscando manter o fornecimento de proteína animal ao mercado europeu.

Implicações e desdobramentos

A União Europeia retirou o Brasil da lista de países que atendem às regras contra o uso excessivo de antibióticos na pecuária, o que pode impedir exportações de carne bovina, suína, de frango, além de mel, ovos e pescado para o bloco a partir de setembro. O potencial impacto estimado envolve até US$ 2 bilhões em vendas.

O embaixador brasileiro na UE informou que as restrições serão analisadas cadeia a cadeia, e que a retirada atingiu também aves, ovos, pescado e mel. O vice-presidente Geraldo Alckmin comentou a resistência de agricultores europeus ao acordo UE-Mercosul, destacando salvaguardas e a possibilidade de reequilibrar a situação.

O presidente da Frente Parlamentar Agropecuária sugeriu o uso da Lei de Reciprocidade caso haja prejuízo econômico. Ele mencionou a visita prevista de uma missão da UE ao Brasil no segundo semestre para verificar a conformidade sanitária e indicou expectativa de reversão das medidas.

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