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Brasil pode perder oportunidades com viagem de Trump à China

Viagem de Trump à China pode reconfigurar fluxos comerciais, com acordos que favoreçam os EUA em petróleo, soja e terras-raras, impactando o Brasil

Trump quer fechar acordos em setores que os EUA concorrem com o Brasil; na imagem, Trump cumprimentando Lula
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  • Donald Trump e o presidente da China, Xi Jinping, devem discutir acordos que favoreçam os EUA em setores com atuação do Brasil no mercado chinês, durante encontro em Pequim na quarta-feira, 13 de maio de 2026.
  • Um dos temas é a possível retomada das exportações de petróleo e gás dos EUA para a China, que não importava petróleo cru americano desde junho de 2025.
  • No setor agrícola, a disputa pela soja segue acirrada: o Brasil mantém vantagem, mas os EUA retomaram vendas para a China em janeiro deste ano, após interrupções anteriores.
  • No ramo de terras-raras, as maiores empresas de tecnologia dos EUA acompanham a missão, buscando acordo sólido para assegurar abastecimento; o Brasil, com reservas expressivas, pode se tornar opção viável de fornecimento.
  • Se os acordos não saírem como desejado pelos EUA, o Brasil pode ganhar espaço no longo prazo, especialmente no petróleo e no minério, aproveitando a dependência chinesa de insumos e de refino.

Trump e Xi se reuniram em Pequim na quarta-feira, 13 de maio de 2026, para discutir acordos que podem favorecer a economia dos EUA em setores onde há competição com o Brasil no mercado chinês. O encontro ocorre em um momento de reorganização das relações comerciais globais, com impactos diretos sobre Fluxos de petróleo, gás, soja e minerais estratégicos.

Segundo o texto, o governo americano busca ampliar a participação de empresas dos EUA no mercado chinês. Entre as propostas, está a retomada das exportações de petróleo e gás norte-americanos para a China, interrompidas desde junho de 2025 em resposta a uma guerra tarifária iniciada no ano anterior. A China registrou queda expressiva na arrecadação com essas importações em 2025.

A China não participa ativamente do conflito, mas tem apoiado o Irã em foros internacionais. A compra de petróleo dos EUA seria interpretada como financiamento a operações no Oriente Médio e, portanto, está a meio caminho de ser viável. Mesmo que o acordo avance, a dimensão da demanda chinesa por petróleo americano permanece incerta.

No âmbito agrícola, o Brasil aparece como concorrente direto na China, especialmente na soja. Nos dois últimos anos, o Brasil manteve vantagem nas exportações de soja para a China, apesar de o cenário ter virado momentaneamente em favor dos EUA em março deste ano. A China retomou compras de soja norte-americana em janeiro, após prorrogação de sanções anteriores.

A região de terras-raras também é foco das negociações. O grupo americano que viaja a Pequim inclui executivos de grandes empresas de tecnologia, sinalizando interesse em acordos mais estáveis para abastecimento de terras-raras, vitais para chips e ímãs de alta tecnologia. A China detém cerca de 90% do refino mundial dessas commodities, o que reforça a vantagem chinesa no tema.

O Brasil, por sua vez, detém a segunda maior reserva de terras-raras do planeta e é apontado como possível fornecedor alternativo para os EUA, caso as negociações avancem. Caso o acordo envolva facilidades de refino com cooperação tecnológica norte-americana, o Brasil pode ampliar sua posição no mercado global de minerais estratégicos, principalmente se souber explorar o momento de pressão sobre os EUA.

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