- China critica a Lei MATCH, projeto de lei norte-americano que pode restringir o acesso de ferramentas essenciais para a IA, impactando o setor no país.
- A medida busca reduzir exportações de equipamentos usados na produção de semicondutores para a China, pressionando aliados a cumprirem regras mais rígidas.
- Se aliados não cumprirem, os EUA podem exigir licenças para manutenção e controles sobre o maquinário.
- A reação chinesa inclui risco de contramedidas, como inclusão de empresas estrangeiras em uma lista de entidades maliciosas.
- O tema foi discutido em reuniões diplomáticas e pode ser pauta de encontro entre Donald Trump e Xi Jinping durante a visita deste, na China.
O governo chinês criticou um novo projeto de lei apresentado pelo Congresso dos Estados Unidos que pode dificultar a entrada de ferramentas essenciais para a IA no país. A oposição ocorre em meio à visita de Donald Trump à China, segundo a Reuters.
Pequim avalia que a medida pode interferir na corrida pela liderança global em tecnologia. As críticas teriam sido feitas diretamente a diplomatas americanos durante reunião na embaixada dos EUA na China, conforme relatos da agência.
O que prevê a Lei MATCH
O texto, que chegou à Câmara e ao Senado, visa reduzir lacunas nas exportações de equipamentos usados na produção de semicondutores para a China. A aposta é restringir esses itens aos mercados dominantes no setor.
A proposta pressiona aliados como Japão e Holanda a limitaram exportações de máquinas para a China. Fornecedores de equipamentos, como Tokyo Electron e ASML, seriam diretamente afetados, segundo a Reuters.
Se os aliados não restringirem o comércio, os EUA poderiam exigir licenças para a manutenção do maquinário. A Micron, líder na memória dos EUA, aparece entre os apoiadores do projeto, na avaliação da reportagem.
A iniciativa surge após Trump adiar novas limitações às exportações de tecnologia para a China, citando questões de segurança nacional. O Congresso disse estar respondendo a esse cenário com a lei.
Reação da China e próximos passos
O Ministério do Comércio da China (MOFCOM) disse que a lei prejudicará gravemente a ordem econômica e comercial internacional. Pequim também avaliou medidas contrabalançadoras.
Entre as contramedidas, a China pode incluir empresas estrangeiras em uma lista de entidades maliciosas, sujeitando-as a ações legais e sanções comerciais. O tema deve constar de discussões diplomáticas.
A Reuters aponta que o assunto já foi pauta de conversas entre representantes dos dois países, com expectativa de novo encontro entre Trump e Xi Jinping nesta semana. Fatos adicionais devem seguir sendo acompanhados.
Fontes: Reuters (informações sobre o avanço da legislação, reação chinesa e debates no Congresso)
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