- Explosão em uma rodovia próxima à Cidade do México matou Francisco Beltrán, alegado membro de nível médio do Cartel de Sinaloa, e seu motorista, em 28 de março, durante o transporte de Beltrán.
- O ataque foi descrito por fontes como assassinato direcionado, com um dispositivo explosivo oculto no veículo.
- ACNN Internacional aponta uma campanha da CIA, liderada pela Ground Branch, para desmantelar redes de cartéis no México, com operações que variam de apoio de inteligência até participação direta em assassinatos.
- O governo mexicano rejeitou a presença de agentes estrangeiros em território nacional; a governante Claudia Sheinbaum afirmou que não houve autorização e citou possível violação de lei de 2020 que exige divulgação de paradeiro de agentes estrangeiros.
- O relatório faz parte do contexto de expansão de ações americanas contra cartéis, com referência a maior cooperação entre EUA e México, drones de vigilância e possíveis operações letais autorizadas pela administração de Donald Trump.
No início da primavera, um carro que transportava um suspeito ligado a um cartel explodiu em uma rodovia próxima à Cidade do México, no dia 28 de março. Francisco Beltrán morreu no ato, assim como seu motorista, conforme imagens do ataque registraram a sequência de fogo e fogo contínuo do veículo.
Segundo fontes ligadas à segurança mexicana, Beltrán era considerado de nível médio do Cartel de Sinaloa. As autoridades mantiveram sigilo sobre o caso, mas integrantes da CIA teriam participado de forma direta ou indireta da operação, com um explosivo ocultado no veículo, apontaram as informações.
A CNN Internacional reportou que o ataque integra uma campanha secreta da Ground Branch, unidade de operações especiais da CIA, voltada a desmantelar redes de cartéis no México. O objetivo seria atingir redes inteiras, não apenas líderes, segundo as fontes.
Autoria do ataque e participação exata da CIA não foram oficialmente confirmadas pelo governo mexicano. O Procurador-Geral do Estado do México confirmou o uso de um dispositivo explosivo, enquanto o governo federal não comentou o assunto antes da divulgação.
O secretário de Segurança, Omar García Harfuch, reagiu publicamente, dizendo que o governo mexicano rejeita qualquer versão que normalize operações letais de agentes estrangeiros no território. A declaração foi feita após a divulgação de informações sobre a ação.
A notícia também indica que, desde o ano passado, agentes da CIA teriam participado de ataques fatais a membros de cartéis no México, com variações na forma de envolvimento, desde cooperação de inteligência até participação direta. As fontes destacaram que a presença é pequena e ainda restrita a determinadas operações.
Contexto e reações
Segundo relatos, a presença da CIA no México aumentou após mudanças na política de contraterrorismo dos EUA, com maior autorização para ações contra cartéis na região. O embaixador dos EUA no México, que possui histórico em operações de inteligência, estaria envolvido na articulação bilateral.
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou que não havia sido informada previamente sobre a operação em Chihuahua, onde dois agentes da CIA morreram em um acidente de carro. Ela também questionou a legalidade de agentes estrangeiros atuando em território mexicano sem coordenação formal.
Analistas ressaltam que os ataques elevam o nível de risco para as forças envolvidas e podem provocar reações de cartéis na região fronteiriça. Questionamentos sobre cooperação entre EUA e México permanecem, com tensões entre autoridades de ambos os países.
A história aponta, ainda, que o governo mexicano pode ter de enfrentar exigências de transparência sobre a atuação de agências estrangeiras. Em termos legais, a presença de agentes externos levanta debates sobre limites operacionais e jurisdição.
O episódio reforça a delicada relação entre cooperação internacional anti–cartel e soberania nacional, tema que domina discussões entre autoridades mexicanas e norte-americanas nas últimas semanas.
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