- Cuba não tem diesel nem fuel oil, com a rede elétrica em estado “crítico” e sem reservas, e bairros de Havana enfrentam apagões de até 22 horas por dia.
- A rede funciona apenas com petróleo cru nacional, gás natural e energia renovável, e a instalação de 1,3 mil megawatts de solar nos últimos dois anos não compensa perdas por instabilidade na matriz.
- O governo afirma estar aberto a fornecedores, mas México e Venezuela não enviam combustível desde ordens executivas dos EUA; apenas um sonder tanque russo, Anatoly Kolodkin, trouxe petróleo cru para Cuba desde dezembro e prestou alívio em abril.
- O bloqueio dos EUA, no quarto mês, agrava serviços públicos e impactos econômicos, com a ONU classificando a medida como ilegal e dificultando desenvolvimento, alimentação, saúde e água.
- O impacto humano cresce, com escolas e universidades fechadas, sistema de saúde sob pressão e setor de turismo afetado, enquanto Cuba busca importações de combustível diante do aumento de preços globais.
Cuba enfrenta a pior sequência de apagões em décadas, com o ministro da Energia, Vicente de la O Levy, informando que o país já consumiu diesel e óleo combustível. O anúncio ocorreu em meio a cortes frequentes de energia no território e à intensificação do bloqueio dos EUA.
De la O Levy afirmou que não há combustível nem diesel disponíveis e que a rede elétrica está em estado crítico, sem reservas. O ministro explicou que o sistema opera apenas com petróleo cru nacional, gás natural e fontes renováveis.
Segundo o ministro, o país instalou 1.300 megawatts de solar nos últimos dois anos, mas a instabilidade da rede reduziu a eficiência e a geração. A Cuba negocia importação de combustível, porém preços globais elevados complicam as tratativas.
O governo ressaltou que permanece aberto a fornecedores, mas não houve envio de combustível significativo de México ou Venezuela desde ações dos EUA. Em março, Donald Trump sinalizou intenção de dificultar ainda mais o abastecimento a Cuba.
Pouco combustível externo foi registrado desde dezembro, com apenas um único grande carregamento, o petroleiro russo Anatoly Kolodkin, levando óleo cru à ilha em abril. As informações apontam para o endurecimento do bloqueio americano.
As interrupções de energia ocorrem em um contexto de crise humanitária agravada pela política de combate ao abastecimento de Cuba, que afeta serviços públicos, educação e saúde. Observadores indicam impacto negativo no turismo e na economia local.
O Conselho de Segurança da ONU classificou o bloqueio como ilegal, ressaltando impactos sobre o desenvolvimento e direitos básicos dos cubanos, enquanto negociações com Havana seguem de forma irregular. Autoridades cubanas reiteram a necessidade de fontes de combustível estáveis.
Registram-se ainda tensões entre Cuba e Washington, com declarações de autoridades americanas que variam entre pressões e sinalização de flexibilização pontual. Analistas ressaltam que o cenário depende de ofertas internacionais e de condições do mercado global.
- Informações adicionais de redações parceiras e agências de notícia.
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