- A União Europeia vetou a importação de carnes do Brasil, decisão que, segundo o professor Alê Delara, tem “viés político” e pode ser revertida.
- O argumento para a suspensão veio de associação de produtores da Irlanda, a Irish Farm Association, que afirma que o Brasil não cumpre protocolos sanitários exigidos pelo bloco.
- Delara aponta que a medida expressa favorecimento interno na Europa, onde produtores comemoraram a retirada de um grande competidor.
- O professor ressalta que a União Europeia subsidia a agricultura com cerca de vinte e cinco por cento do valor bruto da produção, enquanto o Brasil subsidia entre dois e três por cento, ainda assim tendo vantagem competitiva.
- Ele também cita pressão de países europeus contra o Acordo Mercosul–União Europeia, com produtores temendo a concorrência brasileira, o que reforça a percepção do Brasil como ameaça dentro do bloco.
O veto da União Europeia à importação de carnes do Brasil é analisado como tendo viés político, segundo o professor Alê Delara. O especialista em geopolítica aplicada ao agronegócio afirmou que a medida reflete a disputa com produtores europeus e pode ser revertida.
Delara explica que a justificativa parte de um argumento da Irish Farm Association, que afirma não haver cumprimento de protocolos sanitários exigidos pela UE. A suspensão de exportação ocorreu a partir de 3 de setembro.
Para o professor, o cenário na Europa também ajuda a entender a pressão para restringir o acesso brasileiro. Ele cita custos de produção elevados e forte subsídio estatal à agricultura como fatores que alimentam o debate.
Contexto e perspectivas
Delara aponta que, mesmo com subsídios significativos na UE, o Brasil permanece competitivo pela combinação de escala, qualidade e preço. Em sua avaliação, isso reforça a percepção de ameaça entre produtores europeus.
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