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Disparos no Senado das Filipinas; senador se barricada para evitar prisão

Tiroteio no Senado das Filipinas ocorre enquanto Ronald dela Rosa, procurado pelo Tribunal Penal Internacional, permanece refugiado no prédio para evitar prisão

Dela Rosa had called for his supporters to gather in front of the senate, saying: ‘Let us not allow another Filipino to be taken to The Hague.’ Photograph: Eloisa Lopez/Reuters
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  • Tiros foram ouvidos no Senado das Filipinas, onde o senador Ronald dela Rosa permanece refugiado para evitar prisão.
  • Dela Rosa, de 64 anos, é acusado de crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional por seu papel na repressão antidrogas durante o governo de Rodrigo Duterte.
  • Ele passou duas noites no Senado após fugir de agentes, chegando ao plenário, onde o presidente do Senado ofereceu custódia protetora.
  • Na quarta-feira, militares chegaram ao prédio do Senado e houve relatos de caos e disparos entre as testemunhas presentes.
  • Dela Rosa pediu apoio pacífico aos seus seguidores e pediu que as forças militares não o entreguem ao exterior; o caso envolve o governo atual e acusações contra ele.

Ronald dela Rosa, ex-chefe da principal operação antidrogas de Rodrigo Duterte, está em Brasília? Não; está no Senado das Filipinas, onde ocorre um confronto com autoridades após a emissão de um mandado internacional. O incidente envolve disparos de arma de fogo dentro do prédio enquanto o senador se recusa a se entregar. A situação começou após ele se manter no Senado para evitar a prisão.

Dela Rosa, de 64 anos, é acusado de crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional, relacionado às ações de Duterte contra o tráfico de drogas. Ele conseguiu escapar de agentes governamentais ao longo dos corredores e degraus do edifício e acabou abrigado na galeria do plenário, onde o presidente do Senado ofereceu proteção.

Contexto e desdobramentos

Horas depois, militares entraram no prédio com rifles de assalto, gerando cenas de confusão entre seguranças e funcionários. Documentos de autoridades indicam que a presença de Dela Rosa no Senado é parte de uma disputa política mais ampla entre aliados de Duterte e o atual governo.

Dela Rosa já havia convocado apoiadores para se reunirem em frente ao Senado, na tentativa de impedir a extradição. Em meio à crise, ele pediu apoio pacífico de militares para que o extraditado não fosse entregue a tribunais estrangeiros.

Reação oficial

O presidente do Senado, Alan Peter Cayetano, divulgou vídeo informando que todos estavam isolados e que não havia acesso às demais áreas do edifício. As autoridades de segurança pública trabalham para esclarecer os próximos passos legais e restabelecer a normalidade no Senado.

Dela Rosa permanece na sede legislativa desde a operação que o tirou de cena na segunda-feira, quando surgiu de forma inesperada para respaldar a eleição de Cayetano como presidente do Senado. As investigações seguem com foco em possíveis responsabilidades legais e na continuidade do mandato parlamentar.

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