- Em maio de 1926, a Ford adotou a jornada de 40 horas semanais, ajudando a consolidar a escala de cinco dias de trabalho por dois de descanso (5×2) nos EUA.
- A medida precedeu a lei de 1940 que consolidou essa jornada, com a possibilidade de horas extras de 50% sobre a hora normal.
- Nos anos 1900, a semana média nos EUA era de cerca de 60 horas; na década de 1920 caiu para cerca de 50 horas.
- A decisão da Ford visava atrair profissionais, aumentar a produtividade e liberar tempo para lazer e consumo, estimulando a economia.
- Hoje, a média nos EUA é de aproximadamente 34,3 horas semanais; no Brasil, governo e Câmara discutem reduzir para 40 horas e extinguir a escala 6×1, com votação da PEC prevista para 27 de maio.
Em maio de 1926, a Ford adotou por conta própria a jornada de 40 horas semanais em suas fábricas norte-americanas. A mudança marcou o início da era fordista, influenciando a indústria dos EUA e o conceito de semana de trabalho.
Antes, trabalhadores da Ford atuavam seis dias por semana. A nova escala de 5 dias úteis com 2 de descanso ganhou força ao atrair profissionais de outras áreas, aumentar a produtividade e favorecer o lazer dos empregados.
A consolidação da jornada de 40 horas viria com a Lei de Normas Justas de Trabalho, de 1940, que manteve a regra e autorizou horas extras mediante pagamento adicional. Hoje, a norma permite extensão mediante pagamento extra de 50%.
Nos anos 1900, a média de horas semanais nos EUA chegava a 60. Na década de 1920, caiu para cerca de 50 horas. O movimento dos trabalhadores, porém, lutava pela redução para equilíbrio entre vida e trabalho.
A luta sindical teve papel central. Pesquisadores indicam que a demanda por menos horas ajudou a formar o primeiro sindicato nacional e a Federação Americana do Trabalho, nos séculos XIX e XX. A adesão aos sindicatos cresceu significativamente entre 1909 e 1919.
Henry Ford foi apontado como fator decisivo para adotar a semana de 40 horas, mas também enfrentou oposição interna. Analistas destacam que ele tinha postura resistente a lideranças sindicais, o que gerou controvérsias sobre a relação entre empregador e trabalhadores.
Contexto histórico e mudanças recentes
Hoje, a média de horas na economia dos EUA fica em torno de 34,3 horas semanais, segundo estatísticas oficiais. A variação por setor mostra menores cargas em lazer e hotelaria e maiores em mineração, com horas extras comuns na indústria. A produtividade está ligada a jornadas mais curtas.
Panorama no Brasil
No Brasil, governo e Câmara discutem o fim da escala 6×1 e a redução para 40 horas semanais sem transição. A proposta está em tramitação, com votação prevista na Comissão Especial no fim de maio. A ideia segue o modelo histórico de redução de jornada.
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