- Um atentado com um homem-bomba ao volante de triciclo carregado de explosivos deixou ao menos nove mortos e quarenta e quatro feridos no noroeste do Paquistão, na terça-feira, 12 de maio.
- Segundo a polícia, o suspeito se aproximou de dois agentes da polícia rodoviária em um posto de controle antes de se explodir.
- O ataque ocorreu poucos dias após um atentado suicida com carro-bomba em Bannu, na mesma região, que deixou 15 policiais mortos e provocou tiroteio com as forças de segurança.
- O Paquistão acusa o Afeganistão de abrigar grupos insurgentes; Cabul nega envolvimento.
- A ONU aponta números elevados de vítimas no Afeganistão no período de 1º de janeiro a 31 de março de 2026, com civis e forças de segurança mortos e feridos, destacando a possibilidade de estimativas superiores.
Um atentado em Paquistão deixou ao menos nove mortos e 34 feridos. Um homem-bomba conduzia um triciclo carregado de explosivos e se explodiu perto de um posto de controle da polícia na região noroeste do país, segundo a polícia local.
De acordo com oficiais, o ataque ocorreu na província de Khyber Pakhtunkhwa, perto da fronteira com o Afeganistão. A polícia rodoviária geria o posto de controle no momento da explosão.
Segundo relato inicial, o suposto homem-bomba se aproximou de dois agentes antes de detonar a carga. A ofensiva acontece dias após outro ataque na mesma região, com carro-bomba e tiroteio contra a polícia em Bannu.
O governo paquistanês afirma que o ataque foi planejado por insurgentes que residem no Afeganistão, enquanto Cabul nega envolver-se diretamente. As autoridades pedem cooperação regional para conter a violência.
Conflitos entre Paquistão e Afeganistão se intensificaram desde 2021, com retomada do poder talibã. Bombardeios aéreos paquistaneses sobre território afegão foram registrados entre fevereiro e março de 2026.
A ONU, em relatório recente, estima perdas civis significativas no Afeganistão no primeiro trimestre de 2026. Dados indicam centenas de mortes e ferimentos, com registro irregular de vítimas em áreas de combate.
A Missão da ONU no Afeganistão recomenda registrar desaparecidos, evitar ataques a unidades de saúde e investigar possíveis violações do direito humanitário. Autoridades paquistanesas destacam a necessidade de responsabilização de insurgentes.
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