- A Iran não deixou de participar da Bienal de Veneza, conforme afirmou o ministro da Cultura iraniano, e a participação continua em análise.
- A imprensa tinha divulgado que o Irã havia se retirado; a informação foi considerada incorreta pelo representante iraniano.
- Entre os motivos em discussão estão sanções, alto custo de aluguel do espaço do pavilhão, falta de infraestrutura cultural permanente na Itália e o conflito com Israel e os EUA.
- O ministério enviou, em 10 de maio, uma carta à Bienal dizendo que o pavilhão iraniano deve abrir, mesmo que competir pela Leoa de Ouro não seja mais possível, e trabalha em um projeto novo baseado em tecnologias e abordagens diferentes.
- Um grupo que se autodenomina representante do Pavilhão Iraniano divulgou o “Hyperstitional Pavilion of Iran”, com a exposição Hulul: On Incarnation and Incantation, cuja ligação oficial com o estado iraniano não está clara.
Iran volta a confirmar participação na Bienal de Veneza após relatos de abandono
A diretoria-geral de artes visuais do Ministério da Cultura iraniano, Aydin Mahdizadeh Tehrani, afirmou que o Irã pretende participar da mostra. O governo também informou que já havia acordo inicial para a participação e que está em consulta para ajustar o projeto.
Segundo Tehrani, o Irã não se retirou da edição. Ele destacou que o envio de um plano para expor no pavilão continua em curso e que a organização iraniana aguarda resposta nos próximos dias.
O ministério detalhou ainda que, para viabilizar o pavilhão, ocorrem negociações sobre sanções, custos de aluguel, infraestrutura cultural no exterior e o contexto de guerra com Israel e os EUA. As tratativas seguem em andamento.
Em maio, o Irã enviou uma carta à organização da Bienal reiterando a abertura do pavilhão, mesmo que a competição pelo Leão de Ouro não seja mais possível. O plano é apresentar um projeto totalmente novo, com uso de tecnologias recentes.
O comitê iraniano sinalizou expectativa de participação confirmada em Veneza neste verão. Há indicação de que o projeto pode viajar para outras cidades europeias após a mostra.
Pavilhão paralelo em referência ao Irã
Paralelamente, um grupo que se autodeclara representando o Pavilão Iraniano anunciou a criação do Hyperstitional Pavilion, com a exposição Hulul: On Incarnation and Incantation. A curadoria inclui artistas iranianos e atua com apoio de uma organização cultural finlandesa.
A proposta descreve um modo de presença distinto, buscando mostrar as multiplicidades do Irã além de uma imagem estatal. O pavilhão não aparece na lista oficial do evento e não está claro o vínculo institucional com o governo iraniano.
As informações sobre a participação iraniana na Bienal e sobre o Hyperstitional Pavilion dependem de confirmações oficiais da organização do evento e das instituições envolvidas.
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