- Kim Jong-un ordenou aumentar a produção de munições de diferentes calibres e de armas leves, como obuseiros e morteiros, durante inspeção a unidades do setor, na segunda-feira, 11 de maio.
- A meta é modernizar a estrutura de produção para atender à demanda futura das Forças Armadas norte-coreanas.
- A ordem foi anunciada pela imprensa estatal durante a visita de Kim a empresas do setor.
- Um relatório do Grupo Multilateral de Monitoramento de Sanções da ONU, publicado em 2025, acusa Pyongyang de fornecer mais de 9 milhões de munições, além de veículos de guerra e mísseis balísticos, para a Rússia, usados nos ataques à Ucrânia, em troca de tecnologia de mísseis e defesa antiaérea.
- Um acordo de parceria estratégica assinado há um ano previa ajuda militar mútua; Kim não confirmou publicamente envio de armas à Rússia, mas reconheceu o envio de soldados norte-coreanos em meados de 2024 para conter a ofensiva ucraniana na região de Kursk.
Kim Jong-un ordenou que a Coreia do Norte aumente a produção de munições de vários calibres e de armas leves, incluindo obuseiros e morteiros. A determinação foi anunciada na segunda-feira, 11 de maio, durante inspeção a unidades do setor de defesa. A meta inclui também a modernização da estrutura produtiva do país.
A declaração foi veiculada pela imprensa estatal norte-coreana. Segundo o comunicado, a medida pretende atender à demanda futura das Forças Armadas, sem detalhar prazos ou volumes de produção. A nota reforçou a necessidade de ampliar a capacidade industrial para suprir o aparato militar.
O cenário internacional envolve acusações de relação entre Pyongyang e Moscou. Um relatório de 2025 do MSMT, grupo da ONU, apontou envio de mais de 9 milhões de munições e de veículos de guerra, além de mísseis, para a Rússia. Em contrapartida, haveria cooperação tecnológica para mísseis balísticos e defesa antiaérea.
Apesar do relato do MSMT, não houve confirmação pública de Kim sobre transferências de armas para a Rússia. O líder norte-coreano confirmou, no entanto, envio de soldados norte-coreanos em 2024 para atuar na frente em Kursk, segundo fontes internacionais.
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