- Itamar Ben-Gvir tornou-se ministro da Segurança Nacional de Israel ao integrar a coalizão que garantiu a maioria ao premiê Benjamín Netanyahu.
- Seu governo enfatiza medidas duras, incluindo a pena de morte para palestinos condenados por terrorismo, tema destacado em seu aniversário com a forca desenhada no bolo.
- Em resposta a sanções da União Europeia contra colonos na Cisjordânia, Ben-Gvir chamou o bloco de antissemita e reiterou planos de seguir avançando com assentamentos.
- O histórico dele envolve radicalização de direita, kahanismo e oposição aos Acordos de Oslo; ganhou influência após décadas marginalizado pela política.
- Analistas dizem que Ben-Gvir ajudou a empurrar o Likud à direita e a tornar a polícia mais ideológica, com impacto potencial nos próximos pleitos, marcados para até outubro.
Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel, ganhou relevância ao compor a coalizão de governo que garantiu a maioria ao premiê. A nomeação ocorreu após as eleições de 2022, quando seu partido Força Judaica assegurou cadeiras suficientes para influenciar a formação do governo.
Ben-Gvir celebrou recentemente seu aniversário de 50 anos em meio a críticas. No bolo havia um símbolo associado à pena de morte para palestinos condenados por terrorismo, gerando debate sobre o papel do ministro na segurança pública e na política de confrontação.
O político, descendente de judeus iraquianos, ficou conhecido por posições ultradireitas desde a década de 1990. Sua trajetória inclui apoio a ações enérgicas contra palestinos e defesa de medidas de repressão, o que elevou tensions com setores moderados e com a comunidade internacional.
Reação internacional e ações políticas
Nesta segunda-feira, a União Europeia impôs sanções a colonos israelenses na Cisjordânia. Em resposta, Ben-Gvir classificou o bloco como antissemita e reiterou a defesa de continuar ampliando assentamentos no território ocupado.
Ao longo dos anos, Ben-Gvir consolidou-se como figura-chave para o eixo político que ganhou peso dentro do Likud. Sua ascensão coincidiu com um endurecimento das políticas de segurança e com a facilitação da aquisição de armas para grupos em assentamentos.
Contexto e impactos
Especialistas destacam que Ben-Gvir ampliou o espaço de atuação de ideias consideradas radicais no espectro político israelense. O líder tornou a polícia um instrumento alinhado a agenda mais unilateral, segundo analistas.
A aprovação da pena de morte, em março, aparece como marco na atuação legislativa do governo e gerou críticas de organizações de defesa dos direitos humanos. A medida foi defendida como resposta a ataques contra a existência de Israel.
Perspectivas futuras
O país pode realizar novas eleições até outubro, caso a oposição obtenha apoio suficiente para formar um governo sem a participação de Ben-Gvir. Mesmo que ocorram mudanças, a atuação do ministro já provocou mudanças na fronteira entre Segurança Nacional e política interna.
Especialistas apontam que, independentemente do cenário eleitoral, Ben-Gvir influenciou mudanças estruturais no debate político israelense. Observa-se um afastamento de posições tradicionais e uma reconfiguração de alianças dentro do governo.
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