- O painel O Mundo Como Laboratório abriu a trilha de Branding Experience do São Paulo Innovation Week, destacando a diversidade global da inovação na Ásia.
- Participaram Mari Castro, Ricardo Al Makul e Gabriela Onofre; houve a exibição de um vídeo do pesquisador Oliver Stuenkel.
- A discussão mostrou que inovação vai além de robôs e IA, incluindo tecnologias consideradas obsoletas, como fax e orelhões usados para alertas de desastres.
- Foi enfatizado o ecossistema chinês, com planos quinquenais, forte atuação estatal e o papel da cidade de Shenzhen como polo produtivo.
- O São Paulo Innovation Week ocorre de 13 a 15 de maio, no Pacaembu e na Faap, reunindo mais de duas mil palestrantes de diversas áreas.
O painel O Mundo Como Laboratório abriu a trilha de Branding Experience do São Paulo Innovation Week, destacando a diversidade global na inovação com foco na Ásia. Referências sobre tecnologia, economia e cultura foram discutidas por especialistas presentes e por um vídeo de abertura.
Entre os temas, foram enfatizados critérios para medir inovação: patentes, pesquisas, investimento, cultura de risco e geografia. O Brasil aparece como laboratório de motivações locais, a partir do agronegócio, enquanto outros países moldam ecossistemas distintos.
Avanços, riscos e práticas locais
A visão chinesa foi debatida como exemplo de ecossistema distribuído, com planos quinquenais e forte participação estatal, aliado à competitividade privada. A cidade de Shenzen é citada como referência de transformação produtiva e integração entre indústria e tecnologia.
A fala destacou que a China opera com metas públicas ambiciosas, incluindo OKRs municipais para controle de gestão. O país é descrito como uma grande empresa, onde governos locais precisam entregar resultados.
Conservadorismos tecnológicos em diferentes contextos
Foi lembrado ainda o exemplo japonês, onde práticas conservadoras coexistem com inovação: o uso de fax e de orelhões para alertas de desastres naturais, frente a eventos climáticos extremos. Técnicas antigas aparecem como componentes úteis de resiliência.
Os palestrantes defenderam que a inovação nem sempre depende de tecnologias de ponta; em alguns mercados, manter o que funciona é estratégico. A conversa também ressaltou a importância de entender como culturas organizacionais influenciam caminhos de inovação.
O São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação, ocorre de 13 a 15 de maio, no Pacaembu e na Faap. O evento reúne mais de 2 mil palestrantes e abordagens em ciência, saúde, educação, agronegócio, mobilidade e sustentabilidade.
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