- Painel congressual divulgou transcrições; Lutnick prestou depoimento voluntário em 6 de maio, detalhando três encontros com Epstein, incluindo a casa dele em Nova York e a ilha no Caribe.
- Lutnick afirmou ter decidido não manter relação pessoal ou profissional com Epstein após o primeiro encontro, citando que o financer “não tem limites”; anos depois, visitou a ilha durante férias em família em 2012.
- Segundo Lutnick, Epstein comentou sobre massagens na casa de forma sugestiva, o que o deixou desconfortável e levou a família a sair.
- O depoimento de Waitt revelou relação com Ghislaine Maxwell entre 2004 e 2010 e poucas interações com Epstein; Maxwell era descrita como “gestora de propriedades” de Epstein.
- Waitt disse não saber muito sobre o trabalho de Maxwell para Epstein e não testemunhou atividades nefastas, negando conhecimento de abusos ou visitas de Maxwell à ilha durante o relacionamento.
A comissão congressual que investiga Jeffrey Epstein publicou transcrições de entrevistas com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e com Ted Waitt, cofundador da Gateway Computers. Não há acusações de crime feitas pelas supostas vítimas.
Lutnick relatou três encontros com Epstein, vizinho em Nova York, incluindo uma visita à casa dele e à ilha no Caribe. Disse ter decidido não manter relação pessoal ou profissional com a pessoa por limites questionáveis. Em 2012, foi à ilha durante férias em família.
Em 2005, Lutnick e a esposa foram convidados à casa em Nova York, onde houve coffee e um tour. Segundo ele, Epstein mostrou uma sala com cama de massagem e velas, e fez comentário sobre massagens diárias. O secretário afirmou ter ficado desconfortável e se afastou.
Lutnick
Em depoimento, Lutnick também afirmou que interrompeu o contato com Epstein após o uso de insinuações sexuais sobre a cama de massagem. Documentos de 2012 indicaram a visita à ilha, o que gerou questionamentos sobre o timing. Ele relatou ter recebido convite de funcionários de Epstein.
O presidente da comissão, ao ouvir Lutnick, destacou que o episódio gerou dúvidas entre os membros de diversos lados políticos. O secretário, por sua vez, descreveu a experiência como desconfortável e informou ter mantido distância desde então.
Waitt
O depoimento de Waitt abrangeu o relacionamento com Ghislaine Maxwell, braço conspirador de Epstein, segundo ele existente entre 2004 e 2010. O empresário afirmou ter interações limitadas com Epstein e negar ter presenciado conduta criminosa.
Waitt disse não conhecer detalhadamente o trabalho de Maxwell, descrevendo-a como gerente de propriedades e staff. Ele relatou que Maxwell namorava Epstein antes de trabalharem juntos e que, durante o relacionamento, a relação parecia estranha a ele.
O empresário afirmou não ter tido conhecimento de abusos ou de visitas de Maxwell à ilha particular de Epstein durante o período em que estiveram juntos. Maxwell só foi associada publicamente aos crimes após o término do relacionamento.
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